Gabriel Medina vence na África do Sul mais brasileira da história do surfe

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Esta foi a primeira conquista de Medina em 2019 e a de número 13 na carreira, se isolando ainda mais como o brasileiro mais vencedor de todos os tempos. (Ed Sloane/WSL via Getty Images)
Esta foi a primeira conquista de Medina em 2019 e a de número 13 na carreira, se isolando ainda mais como o brasileiro mais vencedor de todos os tempos. (Ed Sloane/WSL via Getty Images)

Por Emanoel Araújo

Valeu a pena trocar o dia pela noite. Os três brasileiros que vão brigar pelo título mundial nesta temporada foram os melhores surfistas do evento e dominaram as ondas de Jeffreys Bay. E pela primeira vez na história da tradicional etapa sul-africana do Mundial de Surfe, a final foi 100% verde e amarela.

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Em busca do terceiro título seguido na África do Sul, Filipe Toledo teve o melhor desempenho durante todo o evento. Com somatórias altíssimas, atropelou todos os seus adversários até encontrar Italo Ferreira na semifinal. Mesmo surfando de costas para a onda, o potiguar encontrou as melhores ondas, as destruiu e mandou Filipinho para casa com um 3º lugar.

Esta foi a primeira conquista de Medina em 2019 e a de número 13 na carreira, se isolando ainda mais como o brasileiro mais vencedor de todos os tempos. (Kelly Cestari/WSL via Getty Images)
Esta foi a primeira conquista de Medina em 2019 e a de número 13 na carreira, se isolando ainda mais como o brasileiro mais vencedor de todos os tempos. (Kelly Cestari/WSL via Getty Images)

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Do outro lado da chave, Gabriel Medina manteve a cabeça no lugar durante todo o evento, virou baterias no último minuto e, na semifinal, despachou o agora líder do ranking mundial Kolohe Andino com autoridade.

A final seguiu o padrão e foi de tirar o fôlego desde o início. Italo abriu com muita potência e tirou um 9.10. Mas o bicampeão mundial mais uma vez não se descontrolou e devolveu com um incrível 9.73. Após alguns minutos sem ondas, Medina achou o melhor tubo do evento, distribuiu pauladas na onda e com um 9.77 liquidou a fatura por 19.50 x 16.77.

Valorizando ainda mais a campanha dos dois brasileiros, desde 1984 um surfista goofy (que surfa de costas para a onda) não vencia em Jeffreys Bay. Esta foi a primeira conquista de Medina em 2019 e a de número 13 na carreira, se isolando ainda mais como o brasileiro mais vencedor de todos os tempos.

:: A BRIGA PELA CAMISA AMARELA ::

Brazilian Storm cresceu na disputa pelo título da temporada. (Crédito: WSL)
Brazilian Storm cresceu na disputa pelo título da temporada. (Crédito: WSL)

O havaiano John John Florence vinha liderando o ranking mundial com folga, mas uma lesão na última etapa, em Saquarema, o tirou do restante da temporada. Dessa forma, a briga pelo título se abriu e todos os principais candidatos aproveitaram muito bem a oportunidade.

Kolohe Andino e Filipe Toledo pararam nas semifinais, mas assumiram as duas primeiras colocações do ranking. O americano, aliás, irá vestir a camisa amarela pela primeira vez na carreira. Ele está apenas 565 pontos a frente do brasileiro.

John John segue em terceiro, mas fatalmente será ultrapassado Vice-campeão, Italo Ferreira subiu para quarto e Gabriel Medina para sétimo. Hoje a briga pelo troféu de melhor do mundo está entre estes sete primeiros surfistas.

:: UMA NOVA LÍDER ::

Carissa Moore venceu na África do Sul e assumiu a camisa amarela (WSL)
Carissa Moore venceu na África do Sul e assumiu a camisa amarela (WSL)

Entre as mulheres, quem levou a melhor foi a havaiana Carissa Moore. A tricampeã mundial superou a americana Lakey Peterson na grande decisão e, além do troféu, garantiu a liderança do ranking mundial. Finalista em Saquarema, esta foi a primeira vitória de Carissa nesta temporada.

As duas brasileiras que caíram na água na África do Sul não foram longe. Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima terminaram na 9ª colocação e se distanciaram um pouco de seus objetivos. Tati vê a disputa pelo título cada vez mais distante, enquanto Silvana, que perdeu as duas primeiras etapas do ano por lesão, precisa de resultados mais consistentes para garantir a permanência na elite e a vaga olímpica.

Os melhores surfistas do mundo agora têm pouco mais de um mês até o início da etapa de Teahupoo, no Taiti. O sétimo evento do ano para os homens acontece entre os dias 21 de agosto de 01 de setembro. As meninas descansam um pouco mais e só voltam às competições no dia 19 de setembro, na etapa da piscina de ondas artificiais na Califórnia. Até lá, o Yahoo Esportes, é claro, traz todas as informações para você.

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