Gabriel Jesus se posiciona: 'muitos são racistas e é como se não tivessem cérebro'

Goal.com

O atacante do Manchester City e da seleção brasileira Gabriel Jesus foi mais um jogador que se mostrou favorável aos protestos antirracistas que estão acontecendo pelo mundo todo. O jogador diz que os protestos estão tomando tamanha proporção porque as pessoas estão "exaustas" de tantas injustiças.

Tais protestos emergiram em Minneapolis, nos Estados Unidos, após George Floyd ser morto por um policial branco que ajoelhou no pescoço do homem que estava desarmado e sufocá-lo por 8 minutos e 46 segundos. As manifestações logo se espalharam por todo país e por cidades do mundo todo.

Diversos clubes e jogadores de futebol se manifestaram em redes sociais nos movimentos #BlackLivesMatter e #BlackOutTuesday. Na Alemanha, alguns jogadores comemoram seus gols com manifestações pedindo justiça para George Floyd.

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"Racismo não é um problema que começou nos últimos dias e não é normal, então as pessoas realmente sentem que já deu, e elas explodiram", disse Gabriel Jesus. "Eu sou contra violência ou protestos violentos. Sou totalmente favorável aos protestos pacíficos que dizem 'não ao racismo' e quando dizemos que 'vidas negras importam', deve-se ler isso corretamente e entender o significado por trás disso".

"Não estamos dizendo que outras vidas não importam, mas sim que as vidas negras que sofrem com racismo importam. Não podemos generalizar. Nem todo mundo é racista, a maioria não é, mas muita gente é e parece que eles não têm cérebros", adicionou o camisa 9 do City.

"Então, quando usamos essa frase é porque nós sabemos o que é ser uma vítima de racismo. É doloroso sentir isso", compeltou.

Jesus relembrou um caso em que ele mesmo foi alvo de racistas, quando ainda era jogador do Palmeiras. " Já passei duas vezes por isso, tirei na boa, mas cada um reage de uma forma. Uma no Uruguai, jogando Libertadores, e outra foi antigamente. A foto que eu postei foi pelas coisas que passei. Por ser negro e vir da favela. Soube tirar da minha maneira, da minha forma. E o povo está cansado disso".

O atacante e seus companheiros de clube se preparam para a volta da Premier League. O duelo entre os Citizens e o Arsenal, no dia 17 de junho, marca o primeiro dia de futebol após a paralisão de mais de três meses de futebol no país devido a pandemia de Covid-19.

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