Tudo é futebol

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JUNE 20: Red roses 'planted' during an event to pay homage to the over 500,000 registered Covid-19 victims and protest against the government's response to the pandemic organized by ONG Rio de Paz at Copacabana Beach on June 20, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. Brazil surpasses 500,000 deaths from coronaviruses, registered the sad mark of half a million deaths since the beginning of the health crisis. (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
Respeito em Copacabana (Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)

“Para de politizar tudo! Vou deixar de te seguir, Mauro!”

Se você só sacou agora, você estava tão perdido como esteve quando seguiu aquele político que traiu o seu voto – ou, no caso, fez certinho tudo de erradão que ele preconizava.

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Eu sempre politizei tudo. Por tudo também ser política. Ser humano. Ser amor. Respeito. Empatia. Diálogo. Tolerância. Educação. Cultura. Esporte.

Tudo pode ser o que você quiser. E o que eu quiser – e puder.

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Mas eu só queria mais uma vez tocar em algo que também deveria te tocar (mesmo com o distanciamento sanitário): quando falamos de saúde, não é política – é vida; quando falamos de prevenção, não é política – é vida; quando falamos de mortes que poderiam ser evitadas, não é política – é a perda da vida; quando pedimos respeito e empatia aos que partiram, não é política – é a vida perdida; quando pedimos para falar com respeito acima de tudo, e amor acima de todos, não é política – é respeito e amor à vida.

Quando eu falo de amigos perdidos, não quero que ninguém perca a vida – nem mesmo quem não a respeita. Quando eu lamento a doença que mata tanto quanto a ignorância, não falo de político que eu voto (e não torço, nem distorço) e não falo de quem eu não votaria nem para salvar a vida que ele negligencia.

Você pode deixar de me seguir. Direito todo seu. Pode me achar chato. “Lacrador (SIC)”. “Mimizento “(...). “Mimisentão”. O termo teletubbie que você quiser... “lacrar”... (longo suspiro...). 

Só não me peça para deixar de ser o que sempre fui – e nem isso você percebeu.

Mas, por favor: se você ainda insistir que torcer, defender, lutar e debater sobre o direito de respirar é uma manifestação mais “política” do que de “vida”... Me perdoe: mas quem só pensa em política é você. E com contornos e coturnos de polícia.

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