Futebol: conheça as regras que, como o VAR, mudaram o jogo

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Uma das razões para o futebol ter se tornado o esporte mais popular do planeta sempre foi simplicidade de suas regras (Getty Images)
Uma das razões para o futebol ter se tornado o esporte mais popular do planeta sempre foi simplicidade de suas regras (Getty Images)

O futebol, do jeito que conhecemos hoje, é muito diferente do que o praticado nos primeiros anos após suas primeiras regras em 1863, criadas pelos ingleses. Se você ainda não se acostumou com o VAR (Video Assistant Referee), imagine uma partida sem árbitro, impedimento, pênalti, substituição e cartões?

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Uma das razões para o futebol ter se tornado o esporte mais popular do planeta sempre foi simplicidade de suas regras, que pouco mudaram no decorrer do tempo se comparadas, por exemplo, com as do basquete e do vôlei. Mas, algumas mudanças, foram fundamentais para a evolução do bom e velho futebol.

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Impedimento serviu para evitar a banheira

A regra surgiu para inibir algo comum as peladas onde não é aplicada: atacantes parados próximos à trave adversária, a famosa “banheira”. Primeiro, qualquer jogador que estivesse à frente da linha da bola no ataque estava impedido, tornando o jogo uma espécie de rugby com os pés, pois impedia os passes para a frente. Então passou-se a exigir quatro adversários entre a linha da bola e o gol, depois três e por fim dois - um deles geralmente é o goleiro - que permanece até hoje. Nesse meio tempo, impedimento passou a ser apenas no campo de ataque. A última mudança significativa foi em 1991: atacante na mesma linha de seu penúltimo adversário, até então impedido, passou a estar em posição legal.

Árbitro passou a mandar mesmo a partir de 1894

No início não havia árbitro: tudo era decidido nas conversas entre os capitães. Ele surge em 1868, mas sem entrar em campo: só se manifestava a partir da reclamação de alguma equipe. Se tornou a autoridade absoluta em 1894, três anos depois de ganhar dois assistentes. Estes só ganharam as famosas bandeiras em 1947. O árbitro reserva foi introduzido em 1966.

Troca de lado a cada gol

Até 1874, os times trocavam de lado a cada gol que saísse, não importava quem marcasse. A partir deste ano, passaram a mudar de lado apenas após o intervalo.

Tempo de jogo, prorrogação e disputa de pênaltis

Os 90 minutos divididos em dois tempos de 45 foram estabelecidos em 1877. Acréscimos surgiram em 1892. A prorrogação surgiu para desempatar em jogos eliminatórios, e caso a igualdade persistisse uma nova partida era marcada. As disputas de pênaltis já eram adotadas na década de 1960, mas só foram introduzidas na Copa do Mundo em 1974, na Alemanha. Curiosamente, a mesma Alemanha venceu a primeira disputa de pênaltis em Copas, na semifinal contra a França em 1982, na Espanha.

Pênalti foi introduzido em 1891

Notts County e Stoke City jogavam pela Copa da Inglaterra (FA Cup) de 1891 quando o zagueiro do Notts tirou a bola com a mão em cima da linha, evitando o empate adversário no último minuto. Não existia a regra do pênalti e foi marcada uma infração normal, defendida com facilidade pelo goleiro. Meses depois foi introduzida a regra do pênalti.

Jogador expulso não recebia cartão

O cartão vermelho só foi adotado em 1970 (Photo by Photo Prestige/Soccrates/Getty Images)
O cartão vermelho só foi adotado em 1970 (Photo by Photo Prestige/Soccrates/Getty Images)

O argentino Rattin foi expulso da partida contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1966 e demorou cerca de 10 minutos para deixar o campo, alegando não ter entendido que estava excluído. Na Copa de 1962, Chile e Itália disputaram a “Batalha de Santiago”, com o italiano Ferrini expulso aos oito minutos e retirado de campo pela polícia. Ken Aston, árbitro inglês do jogo em 1962 e consultor de arbitragem da FIFA em 1966, notou que poderia evitar os incidentes se os jogadores fossem informados de suas punições. Olhando um semáforo, Aston teve a ideia do cartão amarelo para advertir e do vermelho para expulsar, introduzidos na Copa de 1970. Aston também é responsável pela adoção das bandeirinhas pelos assistentes e pela criação do árbitro reserva.

Substituições começaram em 1958

Até 1958 não havia substituições, e o Brasil se beneficiou disso na semifinal da Copa do Mundo, contra a França: Jonquet quebrou a perna em um lance com Vavá e a França ficou com um a menos quando o jogo estava 1 x 1. Terminou 5 x 2 para o Brasil. A partir dali, foi permitida uma substituição em caso de lesão; em 1970, passaram a ser duas, por lesão ou motivos táticos. A terceira foi introduzida na Copa de 1994, mas só em caso de lesão do goleiro. No ano seguinte, foi estendida a qualquer jogador. Em 2018, na Copa do Mundo da Rússia, foi permitida uma quarta troca na prorrogação.

Mudança no recuo de bola inibiu a cera

Até 1992, os goleiros podiam agarrar com as mãos bolas tocadas por seus companheiros, favorecendo a “cera” para ganhar tempo. A partir desse ano, tiveram que começar a usar os pés nesses lances, exceto nas bolas recuadas de cabeça. Isso mudou não só as exigências da posição como a própria dinâmica do jogo.

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