Fundo dos EUA irá ajudar investidores chineses a comprar Milan com 300 milhões de euros

Torcedores do Milan em partida contra a Juventus. 23/12/2016 REUTERS/Ibraheem Al Omari

MILÃO (Reuters) - O fundo norte-americano de private equity Elliott está ajudando um consórcio chinês em dificuldade a comprar o Milan com um investimento de 253 milhões de euros, disseram nesta segunda-feira advogados que representam o time de futebol italiano e o principal investidor chinês do consórcio.

Em um comunicado, os advogados disseram que o Elliott irá fornecer 180 milhões de euros para finalizar a aquisição e outros 73 milhões de euros para ajudar o clube a honrar pagamentos de curto prazo.

Segundo uma fonte a par do assunto, o fundo irá providenciar ainda 50 milhões de euros adicionais para serem investidos no time, elevando sua participação total no acordo para cerca de 300 milhões de euros.

Em agosto, um grupo de investidores da China assinou um contrato para comprar o time da primeira divisão italiana do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, seu proprietário ao longo das últimas três décadas, no que seria o maior investimento chinês em um clube europeu.

Inicialmente o acordo, que avalia o time em 740 milhões de euros, incluindo 220 milhões em dívidas, deveria ter sido concluído em dezembro, mas o prazo foi adiado duas vezes, até 14 de abril, já que os investidores chineses -- cujas identidades continuam praticamente desconhecidas-- não conseguiram os fundos necessários para firmar o pacto.

(Por Giulia Segreti, Elvira Pollina e Maria Pia Quaglia)