Funcionários de terceirizadas da LG entram em greve

Redação Finanças
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Funcionários da LG estão em estado de greve desde 26 de março (Divulgação/Sindmetau)
Funcionários da LG estão em estado de greve desde 26 de março (Divulgação/Sindmetau)

Depois de a LG anunciar o fim da produção de smartphones em todo o mundo, trabalhadores de empresas terceirizadas da companhia entraram em greve nesta terça-feira (6) em São José dos Campos e Caçapava, no interior de São Paulo. O intuito é pressionar a LG a manter empregos e direitos trabalhistas mesmo após o anúncio. As informações são do iG.

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Funcionários da fábrica de Taubaté, a única a produzir aparelhos telefônicos da empresa, já estão em estado de greve desde 26 de março, segundo o Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região). 

O Sindmetau afirma que tentou marcar reuniões com o presidente da empresa desde janeiro, mas as solicitações não foram atendidas. "A empresa não forneceu informações sobre os impactos de sua decisão em relação aos trabalhadores e a fábrica de Taubaté", disse o sindicato. 

A reunião com os representantes da unidade de Taubaté deve acontecer somente agora, na terça-feira.

Em nota, a LG informou que as “ as negociações até o momento podem impactar os empregados dedicados à essa divisão, porém estão sendo avaliadas todas as possibilidades, tais como realocação, transferência ou rescisão". Assim, a empresa complementa que “para minimizar os efeitos deste encerramento junto aos seus empregados da unidade fabril de Taubaté, a empresa iniciou negociações com o sindicato da Categoria para implementar compensação adicional aos direitos já vigentes.

A LG ainda diz que cumprirá com as "responsabilidades sociais para minimizar os impactos não apenas à nossa empresa, mas também aos nossos parceiros com os quais mantemos relações comerciais ao longo dos anos".

830 empregos em risco

O emprego de cerca de 830 pessoas está em risco. Em Taubaté, segundo o sindicato, trabalham 400 pessoas. Já em São José dos Campos e região, são 430 vagas ameaçadas, a maioria ocupada por mulheres.

"Caso se consolide o fechamento das fábricas, a entidade reivindica que todos os direitos pagos aos trabalhadores da LG sejam estendidos às funcionárias das fornecedoras", diz o sindicato, em nota.

“A terceirização, amplamente adotada pela empresa, tem como reflexo a precarização de direitos e insegurança jurídica. Mas aqui as trabalhadoras lutarão bravamente por seus empregos e direitos”, afirma Weller Gonçalves, presidente do sindicato, em nota.