Froome acredita que Tour de France poderá ter problemas para controlar multidões

AFP
Chris Froome se mostrou preocupado com a disputa do Tour de France em tempos de coronavírus
Chris Froome se mostrou preocupado com a disputa do Tour de France em tempos de coronavírus

O ciclista britânico Chris Froome acredita que a grande preocupação da organização do Tour de France será controlar as multidões de espectadores, mesmo se a corrida for disputada sem público devido à pandemia do coronavírus, explicou neste domingo (3) nas redes sociais.

"Claro que é possível organizar a corrida sem pessoas nas ruas. Quero dizer, seria uma corrida focada na transmissão pela televisão", declarou o quatro vezes campeão do Tour de France em conversa com o jogador de críquete Kevin Pietersen.

"Não veremos as mesmas cenas, como quando (os ciclistas) atravessam túneis de pessoas em todos os lugares, mas talvez esta seja a versão da corrida que precisamos ver este ano. Não sei", declarou Froome.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

"Acredito que a grande questão é saber se a organização será capaz de evitar que as pessoas se reúnam em grandes multidões. Essa é a grande questão", completou.

Devido à pandemia do coronavírus, o Tour de France, originalmente marcado para começar em 27 de junho, foi adiado para 29 de agosto.

O governo francês anunciou nesta semana que nenhum evento com aglomeração de pessoas poderá ser realizado até setembro, mas esclareceu que o Tour poderá manter suas datas se souber gerir as primeiras etapas -disputadas em agosto-.

Froome, de 35 anos, não participou do Tour de France na temporada passada devido a uma grave lesão sofrida ao cair da bicicleta durante um treino.

"Venho de uma grave lesão. Em alguns dias em pedalo por até seis horas na bicicleta ergométrica", informou.

"A maior parte do meu treino foi dentro de casa, então não pude me preparar tanto durante este período de confinamento", concluiu o campeão.

Oito meses depois da lesão, Froome voltou a competir em fevereiro, na Volta dos Emirados Árabes Unidos, que acabou suspensa devido à aparição do coronavírus.

Leia também