Em setembro de 2019, dono de casa onde Queiroz foi preso disse não saber onde ele estava

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Frederick Wassef durante entrevista em setembro de 2019 - Foto: Reprodução/Globonews TV
Frederick Wassef durante entrevista em setembro de 2019 - Foto: Reprodução/Globonews TV

O Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu no início desta quinta-feira (18) o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz, que estava numa residência em Atibaia, no interior paulista. De acordo com a Polícia Civil, em entrevista à Globonews, há informações de que Queiroz morava no local há cerca de um ano.

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A casa pertence a Frederick Wassef, advogado de Jair Bolsonaro (sem partido) e Flavio. Apesar de, segundo a Polícia Civil, abrigar Queiroz em sua casa, Wassef disse em setembro de 2019 que não sabia onde o ex-motorista da família Bolsonaro estava.

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“Não sei [onde Queiroz está], não sou advogado dele”, afirmou em entrevista à Globonews em setembro do ano passado.

Além da inconsistência na versão apresentado por Wassef em setembro, o advogado agrava a crise gerada pela prisão de Queiroz, aproximando-a ainda mais ao governo Bolsonaro. Nesta quarta-feira (17), Wassef esteve na posse de Fábio Faria (PSD-RN), novo ministro das Comunicações.

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Caso Queiroz

Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica", de acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ele trabalhou para o filho do presidente Jair Bolsonaro antes de Flávio tomar posse como senador, durante o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Alerj

Figura polêmica, Queiroz foi assessor e motorista de Flavio Bolsonaro até o fim de 2018, quando acabou exonerado. A investigação do MP-RJ que apura as irregularidades de Queiroz na Alerj chegou a ser suspensa depois da decisão de Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa de Flavio Bolsonaro em 2019.

Embora estivesse empregado no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, a origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

O PM aposentado também depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

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