França em busca de equilíbrio e soluções para ausências de estrelas


As lesões estão presentes na vida de um jogador de alto rendimento. Às vésperas do início da Copa do Mundo, a França é a seleção que mais sofre com desfalques de peso por contusões. Nesta segunda, Kimpembe foi cortado e se juntou a Paul Pogba e N'Golo Kanté, duas peças chaves na campanha do título mundial conquistado em 2018, cujas ausências Didier Deschamps ainda busca encontrar soluções.

AUSÊNCIAS DE PESO NOS BLEUS

Depois do Bi na Rússia, as ausências de Kanté e Pogba tornaram-se frequentes para os Bleus. O volante do Chelsea atuou em 22 dos 49 jogos da seleção. Já o meia, que passou pelo Manchester United e retornou à Juventus, disputou 31 jogos da seleção no período. O mais preocupante é a reta final de preparação para o Mundial do Qatar.

Na última edição da Liga das Nações, em 2022, Kanté participou da estreia da França na competição europeia. Pogba não atuou nenhuma vez. Assim, a seleção de Didier Deschamps lutou contra o rebaixamento, com uma vitória, dois empates e três derrotas.

Karim Benzema e Didier Deschamps - França - Seleção Francesa
Karim Benzema e Didier Deschamps - França - Seleção Francesa

Deschamps promoveu a volta de Benzema à seleção (Foto: Franck Fife/Pool/AFP)

Nesta segunda, Kimpembe, do Paris Saint-Germain foi cortado da lista, mas a ausência não preocupa tanto devido às opções no setor. Além deles, Mike Maignan, reserva imediato de Hugo Lloris e goleiro titular do Milan, também está fora do Mundial do Qatar, lesionado.

+ Veja a tabela completa do Grupo D, da França, na Copa do Mundo

MUDANÇA DE SISTEMA NO CICLO

Depois da Copa da Rússia, outros jogadores importantes perderam espaço no time, como Umtiti, Matuidi, Tolisso e Fekir, por diferentes motivos. Diante da evolução de Kylian Mbappé, o retorno de Karim Benzema, Didier pôs em prática um novo sistema a partir de 2020, com uma linha de três zagueiros e alas se unindo ao trio de ataque.

Portanto, são duas vagas no meio de campo, que, hoje, tendem a ser de Tchouaméni, de 22 anos, e Rabiot, de 27, no início do Mundial. O primeiro é tratado como promessa e vem em alta do Real Madrid. Já o segundo, que não atuou na Copa da Rússia, não é unanimidade.

Desde então, Didier Deschamps e a França buscam o equilíbrio entre resultados e desempenho, assim como entre a defesa, do provável trio titular com Koundé, Varane e Lucas Hernández, e o setor de ataque, com Griezmann, Mbappé, Coman, Benzema e companhia.

Com os 26 jogadores à disposição, a atual campeã está na reta final de preparação para a Copa do Mundo. Concentrados no CT da Clairefontaine, a delegação francesa embarca para Doha nesta quarta. A estreia, contra a Austrália pelo Grupo D, será no dia 22.