Fora do Mundial, Usain Bolt jogou futebol e lucrou com patrocínios

Folhapress
***ARQUIVO*** RIO DE JANEIRO, RJ - 20.08.2016: Ex-velocista jamaicano Usain Bolt (Foto: Celso Pupo /Fotoarena/Folhapress)
***ARQUIVO*** RIO DE JANEIRO, RJ - 20.08.2016: Ex-velocista jamaicano Usain Bolt (Foto: Celso Pupo /Fotoarena/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aposentado das pistas desde 2017, o ex-velocista jamaicano Usain Bolt, 33, não para de correr atrás de compromissos comerciais.

Suas oito medalhas de ouro olímpicas e 14 em campeonatos mundiais o tornam requisitado por empresas mesmo dois anos após dar adeus ao atletismo, no Mundial de Londres de 2017.

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Nesta sexta-feira (27) teve início em Doha a edição de 2019 da competição, a primeira desde 2005 sem a presença de Bolt.

O site oficial do jamaicano indica que atualmente o astro tem 12 patrocinadores, entre eles Puma (a empresa de material esportivo está com ele desde 2002), Hublot, Gatorade e Virgin. Recentemente, o jamaicano fundou uma empresa de scooters elétricas chamada Bolt Mobility.

No seu último ano em atividade, uma lista da revista Forbes o colocou como o 23º esportista mais bem pago do mundo, com ganhos de US$ 34,2 milhões (R$ 142 milhões em valores atuais).

Em entrevista ao Jornal Folha de S.Paulo em 2015, Bolt reclamou do fato de sempre aparecer atrás de estrelas de outros esportes, como boxe, basquete, futebol, futebol americano, golfe, automobilismo, tênis, beisebol e até críquete. Na época, ele tinha oito patrocinadores.

"Acho que merecemos mais dinheiro por toda a atenção que temos. Por isso quero continuar no atletismo, para trazer mais patrocinadores. Com o passar dos anos, acho que vamos ganhar mais dinheiro", afirmou.

Neste ano, a parceria dele com a Puma o levou a um treino do Palmeiras, também patrocinado pela empresa. Fã de futebol, o jamaicano bateu bola com o elenco alviverde e posou para fotos fazendo seu tradicional gesto do raio.

O envolvimento do ex-corredor com o futebol o levou a iniciar uma tentativa de carreira no esporte. Seu sonho era defender o Manchester United, clube do qual é fã, mas isso não foi possível. Em agosto de 2018, ele começou a treinar no Central Coast Mariners, equipe australiana.

Chegou a marcar dois gols em um amistoso, mas não atuou em partidas oficiais pela liga da Austrália. No início de novembro, o clube informou que as partes não chegaram a uma solução comercial para manter Bolt no elenco.

Em janeiro de 2019, o jamaicano afirmou que não pretende se aventurar novamente no futebol: "A vida esportiva acabou, então agora estou mudando para negócios diferentes. Tenho muitas coisas em andamento, então, como eu digo, estou apenas me envolvendo em tudo e tentando ser um homem de negócios".

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