Fluminense tem 13,8% de chances de Libertadores e deve precisar de mais 34 pontos para sonhar com o G6

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Com a vitória sobre a Chapecoense e o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Fluminense tentará ter mais regularidade na parte decisiva da competição para voltar a disputar a Libertadores. Se o sonho do título continental acabou após a queda para o Barcelona de Guayaquil (EQU), aparecer novamente no torneio é um dos objetivos para esta temporada. Em sétimo lugar e com 25 pontos, o time de Marcão deve ter um caminho complicado pela frente.

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Encostado na zona de classificação da Libertadores, a uma vitória de distância do último candidato, o Fluminense tem 13.8% de chance de alcançar o G6 até a 38ª rodada. Os dados são do Departamento de Matemática da UFMG. Com 25 pontos conquistados até agora, o Tricolor precisa de mais 34 pontos para ter o mesmo desempenho do Grêmio em 2020, que terminou na sexta colocação com 59 pontos.

Caso não consiga os 34 pontos em 18 rodadas, o Flu tem chances muito remotas de atingir o seu objetivo. Além de ser a pontuação do Grêmio no último Brasileiro, 59 pontos é o mínimo de rendimento que um clube conseguiu para figurar no G6 nos últimos dez anos. Veja ao final da matéria os exemplos.

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Traduzindo em termos de placar, significa que o Flu precisaria de 12 vitórias ou outras combinações possíveis: 11 vitórias e um empate, ou nove vitórias e sete empates, ou oito vitórias e 10 empates também classificam o Flu para a Libertadores 2022 se a projeção for equivalente aos anos anteriores.

No caso do clube não dar conta do dever de casa no G6, ainda há outra possibilidade de ingresso na próxima Libertadores. Se o campeão desta edição for Palmeiras, Flamengo ou Atlético-MG, a zona de classificação aumenta para sete vagas. Se o campeão da Copa do Brasil também figurar entre os seis primeiros, serão oito. Vale lembrar que o próprio Fluminense segue vivo no torneio nacional, podendo se garantir caso levante a taça.

Longe de ser uma mudança radical nos planos, a meta de estar no torneio continental era uma das prioridades do clube desde a notícia da classificação para esta edição. Um dos motivos da demissão de Roger Machado, a dificuldade em realizar sequências positivas no Brasileirão pesou para a equipe. No início do ano, o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, revelou o planejamento em entrevista coletiva no dia 15 de janeiro de 2021.

- O Odair (Hellmann) nos comunicou de sua saída e optamos por repetir o que fizemos ao fim de 2019, que era efetivar a comissão permanente, que conhece o dia a dia do trabalho, e buscar um treinador naquele momento seria muito difícil, não traríamos um nome que a gente não teria certeza da condição, poderíamos também ter o trabalho recusado. Se tivermos o mesmo aproveitamento, que foi de 53%, conseguiremos a vaga na próxima Libertadores, ou pré-Libertadores. O planejamento pode dar certo ou dar errado, mas foi com convicção e segue com convicção - disse o dirigente.

Com a equipe sob o comando de Marcão novamente, os resultados voltaram a aparecer. Desde que assumiu o elenco, o técnico não perdeu no Brasileiro, com dois empates e duas vitórias. No entanto, para recuperar as rodadas perdidas, o time precisa fazer um segundo turno com aproveitamento acima do que foi apresentado.

Tendo comandado o time na reta final do Brasileiro em 2020, e classificado o clube para a competição continental, o atual treinador possui treze jogos de invencibilidade à frente do time, se somados os últimos jogos da temporada passada com o campeonato em andamento. No total, representa 74.35% de aproveitamento.

- A gente está vivendo o dia a dia. Vamos viver o São Paulo. Importante essa sequência, quatro partidas, duas vitórias, dois empates. Vamos tentar jogar da melhor forma contra o São Paulo para conseguiu os três pontos, que seria de grande importância para nossas pretensões no Brasileiro - afirmou Marcão.

Fluminense comemora vitória sobre o River
Fluminense comemora vitória sobre o River

Fluminense após a vitória sobre o River Plate (Foto: Lucas Merçon/FFC)

VEJA OS ÚLTIMOS CENÁRIOS DO G6:

Em 2020, o Grêmio ficou em sexto lugar, com 59 pontos, 18 vitórias, 10 empates e 10 derrotas. Em 2019, foi o São Paulo quem ficou no sexto lugar, com 63 pontos. Naquele momento, a equipe teve 17 vitórias, 12 empates e nove derrotas. Em 2018 foi o Atlético-MG quem fechou o G6 com 59 pontos. Foram 17 vitórias, oito empates e 13 derrotas. Já em 2017 foi a vez de o Flamengo ficar em sexto com 56 pontos, 15 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Indo para 2016, o Athletico-PR fechou essas seis vagas com 57 pontos, conquistando 17 vitórias, seis empates e 14 derrotas.

Vale lembrar que a decisão por aumentar as vagas para a Libertadores foi tomada em 2016. Portanto, em 2015 ainda era G4. No entanto, para fins de comparação, continuaremos olhando para os seis primeiros. Neste ano, o Sport terminou com 59 pontos, 15 vitórias, 14 empates e nove derrotas. Já em 2014 foi o próprio Fluminense que ficou em sexto, com 61 pontos, 17 vitórias, 10 empates e 11 derrotas.

No último ano em que participou da Libertadores, em 2013, o Fluminense lutou para não cair. Quem ficou em sexto foi o Goiás, com 59 pontos, 16 vitórias, 11 empates e 11 derrotas. Em 2012, quando o Tricolor foi campeão brasileiro, o Corinthians fecharia o G6. A equipe paulista teve 57 pontos, 15 vitórias, 12 empates e 11 derrotas. Em 2011, o São Paulo ficou em sexto, com 59 pontos, 16 vitórias, 11 empates e 11 derrotas.

*Estagiária sob supervisão de Luiza Sá

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