Engraxando as chuteiras imortais: Santa Fé 1 x 2 Fuminense

Mauro Beting
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Luiz Henrique, Torijano e Mosquera, em Armenia FOTO Juan Barreto - Pool/Getty Images

Espero cada vez mais coisas boas do Fluminense de Roger Machado, nessa mistura fina da experiência e qualidade de Fred e Nene, e dos biscoitos finos que vieram de Xerém como Kayky, Martinelli, Calegari e Luiz Henrique.

Mas não esperava talvez o gol mais bonito da Libertadores até agora, com apenas 4 minutos em Armênia. Kayky caindo por dentro desde a direita, Nene dando a letra pra Fred finalizar com a canhota.

Golaço.

Melhor para o torcedor tricolor que o time de Roger não se acanhou e não ficou todo atrás. Seguiu jogando, mesmo com a chuva apertando. Mas sofreu como qualquer equipe vai passar por sustos fora de casa. Ainda mais com essa tocada de seis rodadas seguidas do torneio.

Kayky mandou balaço na trave, aos 29. Quando foi ao jogo, foi melhor do que o rival na primeira etapa, a não ser pelas chegadas pelos lados do bom time colombiano - que ficou com a bola 75% do tempo.

Mas não deu um minuto no segundo tempo e Fred cabeceou o belo cruzamento de Egídio para fazer 2 a 0. Mais um para engraxar as chuteiras do companheiro. 

O problema é que numa rara bobeada de Luccas Claro, Giraldo diminuiu, aos 5. E o sufoco voltou - o que é natural. Quem quer moleza em Libertadores é melhor ver pela TV. Mas não precisava Egídio ter recebido o tolo segundo amarelo, criando mais sufoco nos 20 minutos finais. Gabriel Teixeira que quase tinha feito mais um golaço pouco antes teve que ser sacrificado para a entrada de Danilo Barcelos.

O sufoco se manteve, mas Marcos Felipe conseguiu manter o placar (defesa sensacional aos 48, para guardar nos olhos), ou o ataque colombiano se atrapalhou sozinho.

A excelente surpresa que foi a temporada 2020 tricolor pode ser melhor em 2021.