Fluminense mostra resiliência para lidar com lesões, mas número cresce após parada

Luiza Sá
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A boa fase do Fluminense dentro de campo é resultado de um elenco que, entre outros, tem se dado bem em superar os desfalques. Entre suspensões, Covid-19 e até convocações, o maior problema de Odair Hellmann tem sido as lesões. O Tricolor é uma das equipes que mais sofre desde o retorno das competições e aposta no maior tempo de recuperação para diminuir o impacto nos jogadores do elenco. Atualmente, a equipe não pode contar com Nenê e Fernando Pacheco, ambos em transição após deixarem o departamento médico, e que são dúvidas para o confronto com o Grêmio, neste domingo.

O volante Yuri foi quem mais perdeu jogos, com 10 (púbis e pubalgia). Depois, vem o atacante Fred com oito (dor no pé direito, cirurgia no olho esquerdo, coxa direita). Hudson (tornozelo esquerdo), Matheus Ferraz (coxa esquerda duas vezes) e Digão (coxa esquerda duas vezes) ficaram fora de seis cada. Caio Paulista (cirurgia na mão direita) e Igor Julião (coxa direita) de cinco, Fernando Pacheco (tornozelo direito e coxa direita), Ganso (lombalgia e panturrilha esquerda) e Wellington Silva (coxa esquerda) perderam quatro. Michel Araújo (panturrilha esquerda) e Muriel (coxa esquerda) foram desfalques três vezes, enquanto Nino (joelho esquerdo), Luiz Henrique (coxa direita), Yago Felipe (coxa esquerda) e Nenê (coxa esquerda) estiveram fora de um jogo até o momento.

Mesmo com um elenco curto, o Flu não está no mercado em busca de reforços neste momento por entender que o grupo atual tem dado conta do recado. A resiliência em cima das lesões é também um motivador para isto. A expectativa é que todos estejam à disposição para o importante jogo contra o Palmeiras, no dia 14. Atualmente, apenas Frazan está entregue ao departamento médico. Ele segue em preparação após passar por cirurgia no joelho direito no início do ano. Vale lembrar que o Flu teve um surto de Covid-19 no elenco, com mais de 10 casos confirmados.

A parte ruim fica para os jogadores, que sofrem para ter sequência em alguns casos. Fernando Pacheco, por exemplo, vinha sendo até titular quando se machucou. Na zaga, qualquer saída por lesão ou suspensão também abre espaço para o concorrente, já que a disputa é alta. Yuri acabou virando reserva, mas ele mesmo vinha aproveitando sequência após Hudson se lesionar.

Jogador mais velho do elenco, com 39 anos, Nenê era um dos poucos que ainda não tinha ficado fora por lesão. Ele foi poupado em cinco oportunidades pela comissão técnica e perdeu uma partida por conta da Covid-19, mas disputou 36 dos 43 jogos do Flu nesta temporada. Após sentir a coxa contra o Santos, porém, ele precisou de duas semanas na recuperação.

Antes da paralisação, o Fluminense já vinha sofrendo com o número de desfalques por lesão, mas esse número mais do que dobrou. Além de Frazan, Ganso, Caio Paulista, Digão, Evanilson, Gilberto, Marcos Paulo, Miguel e Yuri já haviam desfalcado Odair.

Esperando sofrer cada vez menos com o problema, o Fluminense volta a campo neste domingo, às 20h30, contra o Grêmio, para defender a invencibilidade de oito partidas. A equipe está na quarta posição e quer se manter na briga por uma vaga na Libertadores.