Fluminense inaugura placa em homenagem a Carlos Castilho


A manhã desta sexta-feira foi de emoção e homenagens no CT do Fluminense. O Tricolor inaugurou placa que homenageia o histórico goleiro Carlos Castilho, que dá nome ao local. A cerimônia comandada pelo presidente Mário Bittencourt teve a participação da família do ídolo, do ex-goleiro Paulo Victor e dos atuais arqueiros do elenco Muriel, Marcos Felipe e João Lopes, assim como dos preparadores André Carvalho, João e Josmiro de Goés, e Jair Marinho Filho.

Na entrada do prédio do Centro de Treinamentos Carlos Castilho, o presidente Mário Bittencourt descerrou a bandeira do Fluminense que cobria a placa que homenageia o ídolo, junto com os filhos e neto do homenageado.

– Essa era uma homenagem que a gente tinha obrigação a fazer. Um respeito a memória daquele que é, para nós tricolores, o maior jogador da história do Fluminense. O profissional que tirou um pedaço do seu próprio corpo para continuar defendendo o Flu. É o jogador que mais representa o amor à instituição, um símbolo do que é o Fluminense. Por um movimento feito pela comunidade tricolor, o Castilho foi o nosso escolhido quase que unânime para dar nome ao nosso Centro de Treinamentos. A idolatria em um clube de futebol é a eternidade. Tantos anos depois e ainda estamos aqui falando do Castilho. Isso significa que ele nunca nos deixou e nunca vai nos deixar – discursou o presidente.

Considerado por muitos o maior ídolo da história do Fluminense, Carlos Castilho é o atleta que mais vezes entrou em campo vestindo a camisa tricolor. Foram 697 jogos, de 1947 a 1965, com diversos títulos, entre eles o Mundial de 1952, dois Rio-São Paulo (1957 e 1960) e três cariocas (1951, 1959 e 1964). O ex-goleiro ficou marcado na história do clube por ter optado por amputar parte do dedo mindinho, em 1957, para reduzir o números de jogos que ele ficaria ausente por lesão.

Pela Seleção Brasileira, foi selecionado para quatro Copas do Mundo (1950, 1954, 1958 e 1962), sendo titular em 1954 e conquistando dois títulos (1958 e 1962).

Shirley Lopes de Castilho e Carlos Roberto Lopes de Castilho, filhos de Carlos José Castilho, e o neto João Victor Marques de Castilho, se emocionaram com a homenagem. Com a voz embargada, a primeira agradeceu ao clube.

– Estou bastante honrada e emocionada de estar aqui. Meu pai contou a história dele e eu pude vivenciar o amor que ele tinha por este clube. Nada mais justo do que essa homenagem. Tenho certeza que, onde quer que ele esteja, ele está muito feliz – disse Shirley.












Homenagens de colegas de profissão

O ex-goleiro Paulo Victor, campeão brasileiro em 1984 e tricampeão carioca entre 1983 e 1985, trabalhou com Castilho e contou um pouco sobre a sua relação com o ídolo.

– Tive a honra e o prazer de conhecê-lo como treinador do Operário-MS. Pelo Fluminense, fomos enfrentá-los e quando acabou o jogo, o cumprimentei e o agradeci por tudo que ele fez pelo Fluminense. Até hoje lembramos do que ele fez. Isso fica marcado. A gente passa, o clube fica e a história não muda. Sempre que entrarmos aqui, ele será lembrado como o Castilho. Fico muito feliz de estar hoje aqui - disse Paulo Victor.

Representando os goleiros e preparadores do Fluminense presentes na homenagem, Muriel, atual titular, falou sobre a sensação de trabalhar diariamente em um centro de treinamentos que tem o nome de um goleiro.

- É muito gratificante fazer parte deste momento histórico. Admiro muito o legado dele, vai muito além das quatro linhas. É muito bonito ver um goleiro, que nem sempre é visto, ser um dos maiores jogadores da história de um grande clube, como o Fluminense. Que todos nós possamos nos espelhar no Castilho, porque esses grandes exemplos vão além das nossas vidas, ficam para a posteridade.










Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Leia também