Fluminense fecha reforços, aguarda lista de dispensas e espera usar mais o Sub-23 em 2022

·3 min de leitura
Presidente do Fluminense quer aumentar a folha salarial do futebol gradualmente (Lucas Merçon/Fluminense FC)


Após um mês de movimentações intensas no mercado, o Fluminense praticamente fechou o elenco para a temporada de 2022. Com relação a reforços, os sete já fechados devem ser os únicos neste momento em posições consideradas como prioridade para a diretoria. Já a lista de dispensas irá aumentar a medida que a comissão técnica for definindo quem será aproveitado ao longo do ano.

Em dezembro, o Tricolor anunciou a chegada de Felipe Melo, Abel Braga, Willian Bigode e Mario Pineida. Nos primeiros dias de janeiro, David Duarte e Nathan também assinaram com o clube. Germán Cano seria anunciado, mas acabou testando positivo para Covid-19 e ficou para a próxima semana. Cristiano também é outro que está acertado, mas ainda não firmou contrato.

Além dos reforços, Abel também vai querer utilizar o projeto Sub-23 a seu favor. Se com a torcida o tema ainda é motivo de debates, o novo treinador gostou da iniciativa e quer enxugar o elenco profissional para aproveitar ao máximo os garotos de Xerém. Nomes como Danilo Barcelos, Yuri, Wellington e outros podem ser os próximos a deixar as Laranjeiras.

- Só falo sobre quem já saiu, quem está e pode sair não falamos por respeito e planejamento. Podem acontecer novas saídas e isso já estava planejado internamente. A princípio isso não gera uma nova chegada, precisamos trabalhar com o elenco com 30 a 34 atletas, talvez menos. Uma das coisas que o Abel gostou muito é ter o Sub-23 treinando no CT. O grande problema de quem não tem no mesmo local é que fica com o profissional mais inchado - disse o presidente Mário Bittencourt em coletiva.

- Ele quer trabalhar com o elenco mais enxuto para usar o sub-23. Temos a possibilidade de alguém sair por venda, o que não aconteceu com o Nino. No meio do ano sempre mexe a janela. Temos Xerém para nos fornecer jogadores. Vão sair jogadores, mas a princípio vamos fechar as contratações. A não ser que seja uma grande oportunidade - completou.

Além das chegadas, alguns vínculos também foram encerrados. Egídio foi para o Coritiba, enquanto Bobadilla voltou ao Guaraní, do Paraguai, e Abel Hernández se transferiu para o Atlético de San Luis, do México. Outros jogadores, que estavam emprestados ou afastados, também não tiveram os contratos renovados. Desta forma, o clube também teve um alívio financeiro para investir em reforços.

Na última quinta, o Flu ficou próximo de vender Nino, que recebeu uma proposta do mexicano Tigres. Porém, diretoria tricolor e dirigentes do Criciúma, que tem 40% dos direitos econômicos do zagueiro, não chegaram a um acordo e a transação não foi para a frente. Assim, o jogador está nos planos para 2022 e vai se reapresentar com o grupo na próxima segunda-feira.

Em ritmo de reconstrução, o Fluminense tenta equacionar as dívidas para aumentar o investimento no futebol a cada ano. Neste ano, o clube já mudou o perfil dos reforços e teve o maior empenho financeiro desde a saída da Unimed, em 2015. Com jogadores experientes, o objetivo é se manter competitivo no Carioca, Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro. De acordo com Mário Bittencourt, este é o caminho que precisa ser traçado.

- Acredito que, com a folha que tem hoje em 2022, ter uma folha 30% a 40% maior mais à frente, em três ou quatro anos, para o futebol brasileiro não é algo muito fora dos comum. Vamos, sim, disputar sempre no topo. O que eu dou de esperança é: não estamos muito distante de ter esses valores num futuro muito próximo. Por isso precisamos de vocês enchendo estádio, se tornando sócios. Esse é o caminho da reconstrução.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos