Fluminense fecha ano com vitória sobre o Bauru; Dani Lins reclama de arbitragem e faz apelo por desafio

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Fluminense bateu o Bauru, em grande noite de Bruninha (Foto: Mailson Santana/Fluminense)


O Fluminense encerrou em grande estilo o ano de 2021 na Superliga feminina de vôlei. Na noite de terça-feira, o Tricolor bateu o Sesi Vôlei Bauru por 3 a 2, com parciais de 25-22, 25-19, 23-25, 26-28 e 15-13, nas Laranjeiras, em uma partida cheia de emoção, drama e reclamações. Mais uma vez, a dificuldade da arbitragem de acompanhar o nível e a velocidade dos jogos ficou exposta.

Após quatro sets disputados, era impossível cravar o vencedor. O Fluminense jogava melhor, mas Bauru fazia de tudo para manter a partida igual. Um erro da arbitragem no tie-break, quando o placar apontava 13 a 12 para o Fluminense, deixou o elenco do Bauru revoltado. Thaisinha, do time paulista, atacou uma bola que caiu dentro. O que seria 13 a 13 se tornou 14 a 12. A jovem Kimberlly, para lá de inspirada, decretou o triunfo das cariocas.

- Vitória sofrida, mas maravilhosa. Tivemos o domínio das ações nos dois primeiros sets e depois o Bauru mostrou sua força, quebrando um pouco o nosso ritmo. O mais importante foi terminar o primeiro turno com vitória. Mostra que o trabalho está no caminho certo e, independentemente de quem estiver na quadra, vamos lutar e entregar o nosso melhor - analisou o técnico do Fluminense, Guilherme Schmitz.

O Tricolor dominou os dois primeiros sets, com agressividade no saque e grande atuação de Kimberlly e Gabi Cândido. O Bauru, que no papel tem o melhor elenco, com destaque para as campeãs olímpicas Dani Lins e Adenízia, não se encontrou. A última foi desfalque, devido ao tratamento de uma lesão no tornozelo que a deixará algumas semanas de molho.

O Flu entrou em quadra mordido, pois vinha de uma derrota surpreendente (pelo placar) para o Pinheiros, por 3 a 0, fora de casa. Ao desestabilizar toda a recepção do Bauru, o Tricolor poderia ter fechado em 2 a 0. Mas diminuiu o ritmo. O duelo ficou interessante, com a recuperação de Thaisinha e Drussyla, que haviam iniciado mal. Dani Lins mudou a estratégia diversas vezes, puxando as centrais Mara e Mayany, já que sua principal atacante, a americana Nia Reed, não conseguia rodas bolas.

A oposta reserva Pâmela Sanabio entrou no quarto set disposta a melhorar o rendimento no setor, mas infelizmente sofreu uma lesão no joelho que assustou a todos no ginásio. As primeiras avaliações foram de luxação patelar. Ela precisou ser retirada de maca e fará exames. A atleta gritou de dor ao cair após um forte ataque.

Os pequenos detalhes decretaram o resultado, e a arbitragem errou quando não podia. Mas Bauru sabe que o adversário jogou mais bola. A levantadora Bruninha, do Flu, foi eleita a melhor em quadra e ficou com o Troféu VivaVôlei. Kimberlly foi a maior pontuadora, com 26 acertos.

- O vôlei está cada vez mais rápido e a arbitragem não está conseguindo acompanhar. A bola da Thaisinha não foi nem duvidosa. Mas não podemos tirar os méritos do Fluminense e ignorar os nossos erros - falou Dani Lins.

O técnico Rubinho, muito irritado, criticou o fato de o árbitro não voltar o ponto diante da discussão, por se tratar de um lance decisivo. E se referiu à arbitragem como "irresponsável". A comissão técnica do Bauru foi até o árbitro principal com um notebook mostrar a bola dentro de Thaisinha.

E A TABELA?

O Fluminense se manteve na sexta colocação, com 18 pontos, atrás do Sesc RJ Flamengo, que venceu o Pinheiros por 3 a 2 e é o quinto na tabela, com 19. Já o Bauru perdeu a chance de assumir a vice-liderança. O time ocupa a quarta colocação, com 23 pontos, atrás do líder Dentil Praia Clube, que tem 29, Osasco São Cristóvão Saúde, com 24, e o Itambé Minas, também com 24.

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