Fluminense aguarda decisão do TRE-RJ para oficializar data da eleição; Rolim rejeita sugestão de Arrais

Mário Bittencourt, Ademar Arrais, Marcelo Souto e Rafael Rolim são os pré-candidatos do Fluminense (Fotos: Reprodução / Instagram)


Apesar de faltar menos de um mês para a eleição do Fluminense, o clube ainda não obteve uma resposta do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para oficializar o dia da votação. Cabe destacar que, de acordo com o Estatuto tricolor, o pleito deverá acontecer na segunda quinzena deste mês. A informação foi inicialmente divulgada pelo prota "GE" e confirmada pelo LANCE!

Dessa forma, o Tribunal tem sido responsável por ceder urnas eletrônicas para pleitos do clube carioca. Contudo, ainda não definiu algo concreto sobre o certame que definirá o mandatário que estará à frente do Fluminense no triênio 2023-2025.

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O Tricolor acredita que o segundo turno da eleição presidencial no Brasil, realizado no dia 30 de outubro, pode ter atrasado o processo. Vale lembrar que o pleito de 2016 também foi próximo a um processo eleitoral do país, porém o municipal. Todavia, o processo está mais atrasado que as últimas disputas.

Em 2016, o edital foi publicado em 27 de outubro, 30 dias antes das eleições que ocorreram em 26 de novembro e elegeram Pedro Abad. Três anos depois, o edital saiu em 25 de abril ,exatos 44 dias antes da votação que aconteceu em 8 de junho e elegeu Mário Bittencourt.

A tendência é que o pleito de 2022 ocorra no dia 26 de novembro, um sábado. As chapas já podem ser registradas desde a última terça-feira, e os pré-candidatos necessitam colher 200 assinaturas de sócios do clube na secretaria da sede até o dia 15 para entrarem de vez na disputa.

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No momento, os três pré-candidatos de oposição não chegaram a um consenso para formar uma chapa única contra Mário Bittencourt, atual mandatário, que tenta a reeleição. Rafael Rolim elogiou Ademar Arrais, nas redes sociais, mas não aceitou a sugestão de quem tiver mais fichas, encabeçar a chapa única.

Veja o posicionamento de Rafael Rolim, pré-candidato do Fluminense

Amigas e amigos tricolores, preciso deixar um ponto bem evidente para todos que aqui me apoiam. O futuro do Fluminense não pode ser decidido numa “corrida” de assinaturas. O que está em jogo para o nosso clube é muito maior do que isso. Sou candidato à presidência do Fluminense movido pela enorme paixão que tenho pelo clube e, principalmente, por acreditar num projeto de “refundação” do Fluminense.

Não acredito na ideia de que vale tudo para vencer a eleição. Porque o principal é o que vem depois da eleição. E tenho a ciência de que será um desafio enorme, o maior que já enfrentei na vida. Para enfrentá-lo vou precisar de pessoas verdadeiramente comprometidas com a ruptura.

Tomei conhecimento da mensagem do candidato Ademar Arrais, figura do bem, propondo como critério de união justamente um dos grandes problemas do sistema associativo que tanto combato, qual seja, a obtenção de 200 fichas entre sócios proprietários e contribuintes.

Essa proposta, embora bem intencionada, vai contra tudo que eu acredito para o Fluminense Football Club. Não me coloquei como candidato para reforçar o sistema associativo no futebol, mas sim para rompê-lo. Simplesmente inaceitável para mim.

Vamos em frente que temos uma campanha pela frente. Estarei hoje em Friburgo e Teresópolis. No sábado, teremos pré-jogo no Maracanã. Na segunda-feira, estarei com os tricolores de Vitória-ES.
Saudações Tricolores

Quem são os pré-candidatos à presidência do Fluminense?

Mário Bittencourt


O atual presidente, Mário Bittencourt admitiu, recentemente, em entrevista ao portal "Uol", que disputará a reeleição e praticamente oficializou sua pré-candidatura. O mandatário, de 44 anos, já traça planos para a próxima temporada, inclusive, revelou o desejo de contar com o ídolo Fred em algum cargo no clube ainda em 2022.

Ex-advogado do clube nas gestões David Fischel, Roberto Horcades e Peter Siemsen, Bittencourt faz parte do grupo político "Tricolor de Coração" e é presidente desde julho de 2019. Ele também exerceu a função de gerente de futebol com Horcades e vice de futebol com Peter.

Ademar Arrais

Além do atual presidente, Ademar Arrais, de 51 anos, também lançou sua pré-candidatura e faz parte do grupo político "Ideal Tricolor". Ao longo de sua participação no Tricolor, o advogado foi conselheiro nas gestões David Fischel, Roberto Horcades e Peter Siemsen. É defensor de um pleito híbrido, com a opção de uma votação on-line.

Dessa forma, entrou com uma ação pedindo para que as eleições também tivessem a opção do voto on-line, mas não conseguiu tal mudança. Na última semana, Arrais passou a contar com o apoio oficial do vice-presidente do clube, Celso Barros, que foi afastado do cargo por rusgas com o mandatário. Inclusive, o advogado coordenou a campanha do ex-presidente da Unimed no pleito de 2016.

Marcelo Souto


Marcelo Souto também tem participação ativa na política tricolor e representa o grupo político "Esperança Tricolor". Aos 36 anos, lançou sua pré-candidatura após ter sido conselheiro na gestão de Pedro Abad. Em 2019, também tentou ser candidato, porém não conseguiu assinaturas suficientes para registrar sua chapa.

Nesse sentido, faz parte, atualmente, a chapa intitulada 'Herdeiros de Oscar Cox', que faz referência direta ao principal fundador do clube carioca, em 1902. Além disso, o advogado é defensor da revitalização das Laranjeiras, e da reformulação do estatuto do clube para diminuir o número de conselheiros. Ele acredita que tais mudanças seriam uma forma de ruptura ao atual modelo.

Rafael Rolim

Por fim, Rafael Rolim também decidiu participar do pleito, porém, no momento, não tem vínculo com qualquer grupo político do Tricolor. Apesar de nunca ter sido conselheiro ou ocupado cargos dentro do Fluminense, Rolim fez parte da chapa de Ricardo Tenório na eleição de 2019. Ele já foi chefe da Procuradoria Trabalhista do Estado (entre 2008 e 2014), diretor jurídico da CEDAE (entre 2015 e 2019).

Na época da última eleição do Fluminense, o advogado, de de 43 anos, tinha a intenção de ser vice-presidente jurídico caso Tenório fosse eleito, algo que não aconteceu. No momento, é Subprocurador-Geral do Estado do Rio, tem se revelado um entusiasta da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e pretende implementar o modelo no Fluminense.