Flamengo vai do inferno ao céu em dois tempos e na Libertadores

Emprestado até o final de dezembro, atacante só definirá o futuro após o Mundial de Clubes, que acontece em Doha, no Qatar
Emprestado até o final de dezembro, atacante só definirá o futuro após o Mundial de Clubes, que acontece em Doha, no Qatar

Depois de sua primeira participação, que justamente marcou o primeiro título da Libertadores em 1981, o Flamengo viveu uma verdadeira travessia no deserto até reconquistar, pela segunda vez em sua história a taça que mais cobiçava.

E acredite se quiser, a final realizada em Lima, no Peru, representou muito bem este rito de passagem do Rubro-Negro, que foi do inferno ao céu.

Isso porque o primeiro tempo contra o River Plate foi o pior que o Flamengo realizou em toda esta temporada 2019: a equipe treinada por Jorge Jesus não criou nenhuma chance de gol e arriscou apenas uma finalização. Para piorar, os argentinos haviam aberto o placar em um lance que contou com inúmeras falhas individuais.

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Mas isso foi mudando no segundo tempo. Os minutos iam passando, o River Plate começou a demonstrar cansaço em sua marcação e esqueceu a bola para ganhar o máximo de tempo possível. A equipe de Jorge Jesus avançava e o gol teimava em não sair. Era como se o time estivesse “suando” todo o inferno pelo qual vários times e torcedores passaram neste hiato de 38 anos.

Quando Gabigol, iluminado, empatou o jogo, completando passe no limite de Arrascaeta após linda jogada de Bruno Henrique, o cronômetro marcava 89 minutos. Prorrogação? Que nada! Pois o artilheiro do Brasil repetiu a dose aos 92’, completando uma virada espetacular. Com nove gols marcados, Gabriel Barbosa entra na história do Flamengo em letras maiúsculas e se une a outros imortais que foram campeões e artilheiros.

O Flamengo viveu um inferno particular entre os seus dois títulos de Libertadores antes de reencontrar o céu. E isso ficou nítido em dois tempos também muito distintos no estádio que é Monumental como o Rubro-Negro. E como é Gabigol.

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