Acadêmico Maracanazo: Flamengo eliminado da Libertadores

Mauro Beting
·2 minuto de leitura
A festa do Racing FOTO ANTONIO LACERDA/POOL/AFP via Getty Images

O melhor time que eu vi na vida no Brasil ganhou brilhantemente a Libertadores em 1981. O melhor time que eu vi neste século no Brasil fez a mesma coisa em 2019. Potencialmente o melhor time, elenco e até as sobras do banco em 2020 sai lamentavelmente eliminado nas oitavas da Libertadores contra o Racing que mudou taticamente para o confronto já em Avellaneda. Uma equipe que vinha do segundo pior desempenho da Academia em campeonatos argentinos.

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Becacece pegou um time desorientado e em crise institucional e endureceu o jogo no 1 a 1 discutível pela arbitragem na Argentina. Na volta, manteve o time que jogou ainda mais fechado no 5-3-2 esperando um Flamengo que fez bom primeiro tempo. Com algumas trocas de bolas bonitas. Mas sem objetividade. E perdendo os gols que Vitinho criava e desperdiçava com a mesma facilidade: mais um belo lençol parou nas mãos do goleiro Arias em jornada notável; um baita contragolpe Vitinho perdeu no final do primeiro tempo chutando fora.

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Na volta do intervalo, de novo Vitinho arriscou um gol que só não saiu por grande defesa do goleiro. Mesmo sem Pedro, o Flamengo dominava com tranquilidade o jogo até a infantil expulsão por duplo amarelo de Rodrigo Caio. Talvez os 70 dias sem jogo tenham pesado. Tanto quanto na sequência a zilionésima falha do irreconhecível Gustavo Henrique Modelo 2020 deu no gol de Sigali, aos 19.

Rogério recompôs a zaga como na Argentina: Arão recuado, João Gomes no meio. Optou por sacar Arrascaeta. E faria outra troca infeliz ao tirar Everton Ribeiro. Sem alguém para pensar em campo, e com Diego no banco, o Flamengo viveu de chuveirinhos que até valiam a pena pela falha bateria antiáerea do Racing. Castigada aos 47 quando Arão marcou seu 13o. gol de cabeça dos 25 que fez pelo Flamengo. O primeiro desde o ano passado.

O gol que levou o time aos pênaltis mesmo com as infelizes trocas do treinador, e a demora em colocar opção mais eficiente que Isla.

Pênaltis que desta vez um craque como Diego Alves não teve como defender ao menos quatro excelentes cobranças argentinas. E não tem como não lamentar o rubro-negro que, pela zilionésima vez, vê no futebol um herói dos 90 minutos (ou do minuto 92) bater mal o seu pênalti como Arão. E ser eliminado de forma dolorida e precoce de uma Libertadores que vê cair o seu primeiro favorito.

Ainda que longe de ter jogado a bola que dele se esperava. Mais uma vez.

O Flamengo é a maior decepção brasileira em 2020. Mas ainda tem o Brasileirão aberto, Desde que não façam a caçada de bruxas e bagres.

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