Flamengo precisa 'caminhar sozinho' e ter mais cuidado com modalidade para se tornar referência no futebol feminino

Antonio Mota
·2 minuto de leitura

Com uma estrutura invejável, muito investimento e um reformulação financeira completa, o Flamengo conseguiu sair do fundo do poço e voltou a ser uma das maiores potências da América do Sul. Mas tudo isso no recorte do futebol masculino. Não que não aja nenhum movimento em prol do feminino (ou de outros esportes). Há, mas ainda pouco e coadjuvante se comparado ao masculino. E por quê?

O Flamengo tem um elenco estrelado e milionário no masculino, com nomes que assustam, como Gabigol, Bruno Henrique, Filipe Luís, Gerson etc. Mas, no feminino, o caminho é outro. O Rubro-Negro tem sua equipe feminina formada em parceria com a Marinha do Brasil, sendo que boa parte das jogadoras são militares e defendem o clube em torneios. Essa união, tempos atrás, deu certo. Mas já passou da hora de o Flamengo caminhar sozinho.

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Nas últimas temporadas, começando a passos lentos em meados da década passada, o Rubro-Negro se tornou uma referência nacional de gestão. Sério, bom pagador e com o nome limpo na praça, o Mais Querido conseguiu deixar os erros do passado para trás e se reestruturou. Um trabalho muito bem feito e que merece aplausos. Houve, de fato, uma mudança de patamar – como bem falam os rubro-negros.

Uma pena, porém, que isso respingou pouco no futebol feminino. É hora de o clube pegar todo o profissionalismo que o notabilizou e focar em ser protagonista com as mulheres – assim como o Corinthians, por exemplo, que rompeu com o Audax e decolou.

E, talvez, essa semente tenha sido ‘plantada’ no mês passado, quando o Flamengo anunciou uma reforma no departamento da modalidade. Resta aguardar.

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