Flamengo pode fechar acordo para venda de token de carbono, sugere patrocinador

Júlia V. Kurtz
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A parceria entre a Moss e o Flamengo ainda não completou um mês mas já está rendendo frutos.

A empresa brasileira de tokenização criadora de um token que representa créditos de carbono de florestas brasileiras, estreou como patrocinadora das meias da equipe duas semanas atrás e seu CEO, Luis Felipe Adaime, já revelou que estuda aprofundar a parceria.

Em entrevista ao site Coluna do Fla, Adaime disse que as negociações envolvem ações digitais, mas que nada ainda foi acertado. O modelo a ser seguido, para ele, é o adotado na parceria entre a equipe carioca e o Banco BRB.

O acordo entre essas duas instituições prevê uma sociedade em torno do Banco Nação BRB, um banco digital que abre contas e emite cartões com a marca do Flamengo em troca de comissão para o clube após um determinado número de clientes captados.

O executivo da Moss diz que estão “satisfeitos e impressionados com o retorno do patrocínio”. Esse teria sido o motivo que levou a empresa a pagar o valor previsto no contrato à vista, como meio de beneficiar o clube.

Foi para fortalecer a parceria e dar uma sinalização e demonstrar que seja um ganha-ganha sempre. Então, quando a gente ganhar, o Flamengo ganha também”, disse Adaime.

Como próximo passo, o CEO sugere estudar uma forma de aproveitar a base de torcedores do Flamengo para incrementar a comercialização de produtos da Moss – no caso, do token MCO2.

Ele diz que já tem conversas em andamento para uma uma extensão do patrocínio envolvendo, principalmente, ações digitais. Por ora, não não há nada definido, mas a discussão envolveria utilizar o Flamengo como canal de vendas.

Focar em ação digital nas mídias sociais, porque o Flamengo tem uma presença forte. Pensamos em montar algo que gere ainda mais receita para o clube, algum tipo de bonificação por performance de venda. Algo semelhante ao BRB, ou seja, quanto mais vende, mais o clube ganha”

Iniciativas do mercado de criptomoedas com o futebol já têm paralelos no no mundo, especialmente com os tokens de torcedor da Chiliz. Já no Brasil, o Vasco foi o primeiro clube a aderir à tokenização de jogadores por meio do Vasco Token.

O contrato entre a Moss e o Flamengo foi firmado até dezembro no valor de R$ 3,5 milhões. Ele contempla a presença da marca nas meias, ônibus e mídias digitais do time. Por estar ainda em fase de estudos, não há previsão de quando o novo projeto da Moss com o clube carioca seja divulgado oficialmente.

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