Flamengo esbarra outra vez em oscilações e, diante do América-MG, vê dois pontos escaparem

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A escolha de um "bode expiatório" às vezes é a saída mais fácil para justificar o tropeço de uma equipe em uma competição. Porém, a forma como o Flamengo cedeu o empate em 1 a 1 ao América-MG no último domingo (26), pelo Campeonato Brasileiro aponta outros deslizes que ficam como atenção para que os titulares que forem a campo na partida decisiva pela semifinal da Copa Libertadores. O duelo será na quarta-feira (29), contra o Barcelona de Guayaquil.

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A equipe de Renato Gaúcho voltou a apresentar desajustes que teve em momentos anteriores sob o comando do treinador. Quando o Flamengo se lançava ao ataque, o setor defensivo se mostrava vulnerável e permitia a chegada de adversários com tranquilidade. No Independência, o caminho mais preocupante foi o lado esquerdo.

Além de uma atuação abaixo da média, Renê ficou sobrecarregado na marcação, tendo de conter o ímpeto de dois e até três adversários em algumas investidas. Um panorama que Renato Gaúcho não conseguiu ajustar em nenhum momento.

Já na frente, o Rubro-Negro tentava ser incisivo, só que esbarrava em outros problemas. Thiago Maia e Diego trocavam passes com lentidão e suas jogadas eram facilmente anuladas. Vitinho, por sua vez, tinha dia apático.

A melhora veio com as entradas de Andreas Pereira e Michael. O volante aumentou a precisão de passes e expôs os caminhos para as jogadas. Já o atacante esbanjou perseverança ao buscar o gol e tabelas, por mais que o time se atrapalhasse em hesitações ao concluir.

Outra cartada recorrente de Renato para jogos difíceis experimentou seus prós e contras: a opção por "povoar" a área adversária com atacantes na reta final. O Flamengo terminou a partida com Lázaro, Michael, Bruno Henrique e Pedro na frente. No finzinho, Michael proporcionou bela arrancada e contou com a perspicácia de Pedro que, em um jogo de corpo, manteve o espaço livre para que o colega estufasse a rede.

Contudo, a vitória que parecia certa se esvaiu devido à postura vulnerável do Rubro-Negro. A "malandragem" para segurar a bola não aconteceu sem a presença de Willian Arão e deu margem para um cruzamento. Por via aérea, Alê chegou na frente de um hesitante Renê e fez o América chegar ao empate.

Evitar as oscilações na defesa e a lentidão são desafios que ficam mais claros após o empate em 1 a 1 do Flamengo com o América-MG. Por mais que o técnico Renato Gaúcho mantenha sua certeza de que o Rubro-Negro pode disputar títulos "em três frentes", erros como os que fizeram a equipe perder dois pontos no Brasileiro e não aproveitar tropeços na rodada Atlético-MG e Palmeiras podem custar danos ainda maiores também nas outras competições.

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