Flamengo eleva número de faltas como estratégia e protege a defesa

Matheus Dantas
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Se há algo de positivo na ausência de torcidas em um jogo de futebol é a possibilidade de ouvir o que os técnicos falam na beira do gramado. No primeiro tempo do clássico entre Flamengo e Vasco, quinta no Maracanã, Vanderlei Luxemburgo reclamou em alto e bom som sobre as faltas rivais cometidas assim que o seu time recuperava a bola e tentava lançar-se ao ataque. A pressão pós-perda, e as consequentes infrações, fazem parte da estratégia adotada pela equipe de Rogério Ceni, que teve a defesa menos ameaçada também contra o Sport e o Grêmio, quando adotou a estratégia.

As lesões de Rodrigo Caio e Thiago Maia, entre outros fatores, levaram Rogério Ceni a encontrar uma formação com Willian Arão na zaga, ao lado de Gustavo Henrique, e um meio de campo sem um primeiro volante de origem. Assim, com Diego, Gerson, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol, o Flamengo voltou a atuar com a linha alta, marcando no campo ofensivo. Para não sofrer contra-ataques com a defesa exposta, é preciso que o time faça a pressão assim que perde a bola, recuperando a posse ou cometendo a falta.

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Os números ajudam a explicar e mostrar como a estratégia funcionou nos últimos três jogos. No Brasileirão, o Flamengo tem média de 16.2 faltas por faltas. Na vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, foram 19. Na Ilha, no 3 a 0 sobre o Sport, foram 20. Já contra o Grêmio, no 4 a 2 em Porto Alegre, foram 24. Nas partidas citadas, o Rubro-Negro só concedeu aos adversários duas grandes chances criadas - uma contra o Cruz-Maltino, outra contra o Tricolor Gaúcho e nenhuma contra o Leão, segundo as estatísticas do aplicativo "SofaScore".