Noite da consciência rubro-negra: Flamengo 3 x 1 Coritiba

Mauro Beting
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Bruno Henrique faz 1 a 0 no Coritiba - FOTO Buda Mendes/Getty Images
Bruno Henrique faz 1 a 0 no Coritiba - FOTO Buda Mendes/Getty Images

Nada surpreende mais neste país “daltônico” e negacionista acima de tudo, e que anda muito abaixo de muitos e dos nossos micos.

Da falta de consciência humana acima das questiúnculas políticas. Da falta de paciência com processos e trabalhos e talentos.

O Flamengo contra o limitado e debilitado Coritiba mostrou parte do excepcional repertório de 2019. Como bem destacou Sérgio Xavier no Premiere, “voltou a atacar como se fosse o time de Jorge Jesus, mas ainda se defende como o de 2020”.

A fragilidade do Coxa impede melhores análises. Mas a rigor foi só uma bola cruzada na área depois de escanteio que foi perigosa para Diego Alves na segunda etapa. Quando o Flamengo manteve o pé lá embaixo como Rogério corretamente manteve o time, a ideia e a intensidade para preparar a equipe para terça-feira, em Avellaneda. Onde é perfeitamente possível voltar com vitória contra o Racing em crise institucional, política, técnica, com desfalques e o pior desempenho em mais de uma década.

Sem tempo para treinar, o Flamengo precisava aproveitar esse jogo. E fez 1 a 0 no primeiro ataque, quando Bruno Henrique disparou o turbo, ela sobrou para Arrascaeta (em grande jornada) colocar a bola na cabeça do artilheiro. O 2 a 0 seria muito bonito, em bola bem trabalhada por Vitinho e Isla para a chapada do uruguaio.

Até o final do primeiro tempo, 10 oportunidades de um rubro-negro consciente. Mais 7 no segundo tempo e mais um gol entre tantos perdidos por BH. Mas ao menos novamente criados. E melhor finalizados por uma equipe mais ajustada no 4-4-2 mais definido, e com um pouco mais de aproximação das linhas sem a bola.

Ainda não é aquele time. Mas pareceu mais próximo do ideal e do possível.