Flamengo sofre mais do que merece: 3 x 2 Athletico Paranaense

Mauro Beting
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O time de Dome está classificado merecidamente com duas boas vitórias contra um desgastado e baleado Furacão (a primeira garantida por Neneca).

Mas toma gol demais. Por falhas individuais como as que têm castigado demais o torcedor e gente ótima que não está jogando bem como Gustavo Henrique e Leo Pereira - e desde JJ. Toma gols nas saídas desnecessárias difíceis de apoiar como a de Arão no primeiro gol paranaense. E só não toma mais gols pelos milagres de Hugo Souza.

Mas que não se coloque apenas a culpa nos zagueiros. Como qualquer time nos últimos anos, a marcação começa lá na frente. O excepcional time de Jorge Jesus em 2019 jogava demais, atacava demais, e marcava bem demais desde Bruno Henrique e Gabriel Barbosa. Além do perde-pressiona lá na frente, o time todo marcava alto - e bem -, e de modo COMPACTO.

Perdão pela caixa alta de quem escreve gritando.

Mas vale ressaltar. A sanfona rubro-negra não perdia o tom e não desafinava pela proximidade entre os músicos. Desafiava a criação rival aquela sinfonia de bola com a linha de marcação alta, e sem espaços perigosos entre linhas como têm acontecido com o treinador que teve apenas 5 dias para estrear (JJ teve 20), e não teve o setembro mágico que o português teve com partidas apenas nos finais de semana.

O sistema de Dome não está funcionando sem bola. Mas não é só responsa dele. Parte da turma de frente mais espaçada do meio que não tem dado os pés necessários a uma zaga que tem atuado com pés de curupira.

Claro que o treinador é bem pago para resolver isso. Mas vale para o Dome e para todos - ainda mais com esse calendário, mesmo com tantas ótimas opções que no papel tem o treinador: sem tempo para treinar, não dá para responsabilizar sempre.

(E até por isso talvez fosse melhor dar uma seguradinha lá atrás...).

Ou