Fla-Flu sobrevive no dia em que Abel colocou Zé Ricardo no bolso.

Quiseram matar o Fla-Flu. Quase conseguiram. Ainda que apenas 25 mil pessoas tenham ido ao Engenhão, não dá para considerar que o público tenha sido um fracasso.

E quem foi assistiu um primeiro tempo como nos velhos tempos. Emocionante, cheio de alternativas e absolutamente imprevisível.

Pronto. A tradição, apesar das liminares, estava mantida em apenas 45 minutos.

O Fluminense ganhou o título com méritos.

Fez a melhor campanha, foi mais regular e mostrou competência para jogar de igual para igual com o Flamengo uma decisão sem seu melhor jogador, no caso Gustavo Scarpa.

Foto: Nelson Perez

Corajoso, Abel jogou sim no antigo e ainda eficaz 4-3-3.

O Fluminense superou o desgaste físico da viagem do meio de semana pela Copa do Brasil com inteligência, velocidade e um contra-ataque mortal.

Abel colocou Zé Ricardo no bolso. Verdade seja dita.

O Flamengo é refém de Diego.

Quando ele é bem marcado o time não cria e se limita aos cruzamentos na área esperando que os zagueiros, que não são nada disso, ou Guerrero, esse sim jogando muita bola, resolvam.

Outra coisa:

Orlando Berrio não pode nunca ser banco. Zé Ricardo que trate de se virar para arrumar um lugar para o colombiano. Mancuello não dá.

E mais: será que Rômulo é tão melhor que Márcio Araújo?

Foto: Nelson Perez

Zé foi muito infeliz. Do início ao fim. Para completar o serviço colocou dois zagueiros na decisão por pênaltis.

Libertadores não perdoa. Zé que não abra o olho para não subir no telhado.

A diferença desse Fla-Flu estava no banco. Abelão foi o camisa 10 do Fluminense.