Final aberta do Paulista com um SP em ascensão contra um Corinthians abaixo da média

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Clayson e Luan disputam a bola no clássico do Morumbi. Foto: Luis Moura/Wpp/Gazeta Press
Clayson e Luan disputam a bola no clássico do Morumbi. Foto: Luis Moura/Wpp/Gazeta Press

Saí do Morumbi convencido de que a final do Campeonato Paulista segue aberta, mesmo que a decisão seja em Itaquera, onde o São Paulo nunca venceu em dez clássicos disputados, desde a inauguração do estádio, em 2014.

A razão para isso é o crescimento são-paulino associado ao declínio corintiano. Quando o ano começou, imaginávamos o Corinthians bem armado e fortalecido e com o ótimo técnico Fábio Carille. Quatro meses depois, ainda que esteja perto de mais um título, o Corinthians passou raspando no mata-mata. Foi inferior à Ferroviária e no jogo decisivo contra o Santos, escapando das eliminações por causa de Cássio. Ah, mas é assim desde 2008, diz Carille. Ora, a sorte vai terminar em algum momento e as bolas dos adversários vão entrar. O desempenho do time foi apenas regular, com um meio-campo inoperante e Clayson jogando sozinho no ataque. Hoje, o Corinthians é Cássio, Fagner e Clayson. Claro que se o tricampeonato vier, tudo será amenizado e esquecido. Do contrário, estou curioso para ver como será a reação dos torcedores, com um futebol tão feio.

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Do outro lado, um São Paulo surpreendente pela rápida reconstrução, mesmo que falte poder ofensivo e mais qualidade. Mancini/Cuca conseguiram mudar a atitude do elenco, pelo menos. E isso começou pela classificação sobre o Palmeiras, quando até os mais otimistas tricolores não vislumbravam uma vitória. Diante do Corinthians, o São Paulo foi superior o tempo todo e faltaram um 9 ou um nome mais eficiente para fazer o gol. Sem Liziero, Cuca apostou em Carneiro e não funcionou. Com Hernanes, o quadro melhorou e o São Paulo ganhava os lances defensivos e tinha espaço para chegar à frente. Não sei se o São Paulo será campeão, mas parece que essa equipe atual não irá tremer na casa do rival. E se for campeão, pode ser sem vencer nenhum clássico, ganhando apenas nos pênaltis.

Tudo ficou para Itaquera. De um São Paulo em ascensão para um Corinthians experiente e frio, nos momentos decisivos. Tudo aberto, como meu sentimento quando terminei mais um dia de trabalho, num jogo nota 6,5.

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