Zé do Caixão e cia: confira 5 bons filmes de terror “made in Brazil”

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"As Fábulas Negras" vai te deixar de cabelo em pé (Reprodução/IMDb)
"As Fábulas Negras" vai te deixar de cabelo em pé (Reprodução/IMDb)

Quando pensamos em cinema de terror, dificilmente os filmes nacionais são lembrados. Mas temos, cada vez mais, ótimas produções do gênero no país. Tendo como ícone o personagem Zé do Caixão, de José Mojica Marins, nossa filmografia sobre o universo sombrio de horror é bem rica e tem opções de estilos para todos os gostos. Nas décadas de 60, 70 e 80, o cinema nacional produzia em boa escalas filmes do gênero, mas ficou estagnado por um tempo.

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Depois de um hiato, desde 2015 o Brasil passou novamente a investir no gênero, agora com mais diversidade. Pensando nisso, selecionamos filmes de terror e suspense genuinamente brasileiros, com momentos de arrepiar e assustar. Prepare a pipoca e curta o cinema de terror nacional.

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A trilogia do Zé do Caixão

Diretor, produtor, ator... José Mojica Marins é o símbolo do terror nacional. Com pouco orçamento e enfrentando a censura da ditadura militar, ele conseguiu produzir um personagem inconfundível que abraça o trash horror da melhor maneira possível: o Zé do Caixão, que se confunde com o próprio José Mojica. 

O primeiro filme da trilogia é ‘À meia-noite levarei a sua alma’ (1964), em que o sádico e cruel coveiro Zé do Caixão pretende gerar um filho perfeito para dar continuidade ao seu sangue. Já em ‘Esta noite encarnarei no teu cadáver’ (1967), o personagem segue obcecado pela criação do filho perfeito. Zé sequestra diversas jovens mulheres e faz uma série de provas para encontrar a melhor, torturando cada uma delas. 

Décadas depois, José Mojica fechou a trilogia em 2008, com ‘Encarnação do demônio’. No longa, Zé do Caixão – após 40 anos preso numa prisão psiquiátrica – é finalmente libertado. Novamente nas ruas, o sádico coveiro recebe ajuda do corcunda Bruno e de outros seguidores para cumprir a mesma meta que o levou preso: encontrar a mulher que possa lhe gerar um filho perfeito. 

As Fábulas Negras (2015)

O folclore brasileiro é recheado de lendas impressionantes e, ao mesmo tempo, assustadoras. É com base nessas histórias genuinamente nacionais, que ‘As Fábulas Negras’ adaptou mitos clássicos em um filme de horror. O longa é uma antologia dirigida por vários diretores, inclusive por ícones do horror nacional, como Rodrigo Aragão e seu “professor”, José Mojica. O filme tem cinco curtas-metragens, com lendas folclóricas clássicas, como a do Saci, Lobisomem e da Iara. Tem também espaço para algumas lendas urbanas de arrepiar, como é o caso da Loira do Banheiro.

O Rastro (2017)

Para quem curte thrillers psicológicos no estilo ‘Ilha do Medo’, ‘O Chamado  e ‘Fragmentado’, vai gostar de ‘O Rastro, dirigido por J.C. Feyer. O filme conta a história do médico João (Rafael Cardoso) que coordena a transferência de pacientes de uma clínica psiquiátrica. Sua vida se complica quando Julia, uma das pacientes internadas, desaparece sem deixar rastros. Quanto mais João se aproxima da verdade, mais ele mergulha em um universo obscuro. O filme tem um clima de suspense com elementos sobrenaturais e não de terror trash, mas que causa tensão e bons sustos. 

O Animal Cordial (2018)

Um filme diferente das demais produções de horror. Sem monstros e fantasias, mas com muito sangue, mentes sombrias e sádicas. Dirigido por Gabriela Amaral, ‘O Animal Cordial’ é para corações fortes e mentes abertas. O primeiro longa da cineasta conta com produção de um dos produtores nacionais de maior relevância atualmente: Rodrigo Teixeira (‘Me Chame pelo seu Nome’, ‘A Vida Invisível’ e ‘Wasp Network’). Com um roteiro impactante, Gabriela consegue faz uma imersão num ambiente muito tenso e com personagens bizarros que exibem a face oculta do ser humano num roteiro que alterna entre o suspense e o horror.

Tem atuações marcantes de Luciana Paes, Murilo Benício, Irandhir Santos e Camila Morgado. No longa, Murilo Benício é Inácio, o dono de um restaurante que não tem uma boa relação com seus funcionários. Quando o estabelecimento é assaltado, Inácio e a garçonete Sara precisam controlar a situação. Mas se engana quem pensa que os ladrões são o maior perigo, e é aí o grande diferencial do filme: mostrar que em momentos de urgência, qualquer humano abraça seu lado bestial. 

As Boas Maneiras (2018)

O longa é um terror macabro que une sensibilidade e tensão, ao mesmo tempo que faz críticas sociais em uma fábula sombria, com direito a lobisomem mirim. ‘As Boas Maneiras’ traz atuações excelentes de Marjorie Estiano e Isabél Zuaa, uma direção criativa e inventiva da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra. O roteiro é sobre uma mulher grávida (Ana/Marjorie) que contrata uma mulher simples para ser a futura babá de seu filho. Com o passar dos meses, a relação das suas se torna mais próxima e intensa, assim como os contrastes sociais. Mas Ana passa a ter um comportamento estranho até o nascimento do bebê. Então há uma segunda fase do filme, anos depois, com o menino sendo criado por Clara.

A Mata Negra (2018) 

Último filme de Rodrigo Aragão, que depois de vários anos produzindo filmes mais independentes, conseguiu lançar uma produção mais profissional: ‘A Mata Negra’ – um longa sobre uma menina que acaba em posse de um livro demoníaco. O roteiro não se prende a apenas um único arco e possui vários acontecimentos soturnos em que a jovem Clara precisa enfrentar, sempre com a Morte à sua espreita. É filme para quem curte terror trash curtir qualquer dia.

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