'O Poço', da Netflix, tem a mensagem perfeita para tempos de coronavírus


Reprodução/Netflix
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Por Rafael Monteiro

O filme 'O Poço', da Netflix, estreou na sexta-feira (20) na plataforma e se tornou rapidamente o mais visto do serviço. Com direção de Galder Gaztelu-Urrutia, o longa espanhol é um terror psicológico que não se limita ao gênero, promovendo discussões importantes sobre solidariedade que se encaixam perfeitamente com o momento em que o mundo sofre com a pandemia do coronavírus.

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O longa mostra uma prisão onde os detentos dos andares de cima comem melhor do que os estão abaixo. Todo dia uma plataforma responsável desce no horários das refeição: há alimentos para todos, mas os presos que recebem os mantimentos antes acabam se alimentando descontroladamente, deixando apenas lixo para os que estão abaixo.

Reprodução/Instagram
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O paralelo com o que estamos vendo em alguns supermercados em tempos de quarentena por causa do coronavírus é óbvio e inevitável. Sem nenhuma necessidade, pessoas estão estocando mantimentos (até papel higiênico), sem pensar que a atitude pode acarretar em problemas de abastecimento. É a velha máxima: se alguém tem a mais, outro pode ficar sem.


O longa, inevitavelmente, também remete a 'Parasita’, vencedor do Oscar de melhor filme em 2020, ao desenhar a desigualdade com a metáfora arquitetônica de andares e propor uma mudança de atitude coletiva para a solução do cenário grotesco que surge em cena por meio de uma fotografia escurecida. “Somente uma solidariedade espontânea pode trazer mudanças”, diz uma das personagens em determinado momento.

(Reprodução)
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Ao ilustrar a pirâmide social dessa forma, Urrutia propõe um questionamento denso sobre nós mesmos em momentos de dificuldade (e, sobretudo, medo da morte), tomando partido da teoria que o oprimido pode vir a se tornar o opressor, caso tenha oportunidade. Em tempos de coronavírus, vale a pena levar o ensinamento para as filas de supermercado.

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