Filme estrelado por Sheron Menezzes fala sobre abuso infantil

Filme fala sobre abuso infantil e ausência de adultos responsáveis. Foto: Divulgação
Filme fala sobre abuso infantil e ausência de adultos responsáveis. Foto: Divulgação

Estrelado pela atriz Sheron Menezzes e feito com a participação de toda a família dela, o filme A Namoradeira traz reflexões sobre abuso infantil e sobre os problemas que a ausência de adultos responsáveis podem causar em casos de pedofilia.

A obra foi produzida por Sol Menezzes e Drayson Menezzes e roteirizada por Veralinda Menezes. O filme aborda temas complexos como violência e educação sexual, religiosidade, abandono psicológico e suicídio, quer mostrar que o perigo, na maioria das vezes, está dentro da nossa própria casa.

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De acordo com Licínio Januário, diretor do filme, “o Brasil precisa assumir seus erros e educar a população através da ferramenta mais eficiente no país: o audiovisual. Esse é um assunto muito comum em boa parte da população, as estatísticas em relação a ele são amedrontadoras”.

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Segundo ele, a intenção é que o filme traga uma reflexão sobre o tema do abuso infantil para que as pessoas estejam mais alerta aos sinais. “É complexa a relação das pessoas que são abusadas e das mães que, na maioria dos casos, direta ou indiretamente, acabam não tendo ferramentas para combater esse mal devido a inúmeras questões sociais que desfavorecem as mães nesse caso”, explicou.

O filme contou com um roteiro feito por Veralinda Menezes, mãe de Sheron. Segundo ela, o filme aborda o tabu que é o papel das mães nas histórias de abuso. “Elas realmente não sabem? Qual deveria ser a sua conduta? E para onde essa ação ou omissão pode levar seus filhos? Pode chegar à depressão ou à morte?”, questionou.

Segundo ela, é preciso que as crianças e adolescentes da nossa sociedade tenham acesso à informação do que é ou não é um abuso. “Essa falta de informação é o que as deixa vulneráveis. As últimas estatísticas do governo comprovam que mais de 80% dos casos acontecem dentro do lar, cometidos por pais, mães, padrastos, irmãos, avós, e outros parentes e pessoas de confiança da criança e do adolescente”, disse. 

Licínio Januário é diretor do filme A Namoradeira. Foto: Amanda França/Divulgação
Licínio Januário é diretor do filme A Namoradeira. Foto: Amanda França/Divulgação

De acordo com Veralinda, falar sobre o assunto pode ser o primeiro passo para que casos como o retratado no filme não sejam tão comuns como são hoje. “Crianças e adolescentes precisam se sentir protegidos e seguros, pois falar de seus corpos e de suas intimidades ainda é um tabu muito grande nas famílias e isso precisa ser modificado o mais rápido possível”, explicou.

Januário concorda com Veralinda e acrescenta que nunca sabemos quem pode ser um abusador. Segundo ele, essa pessoa pode estar escondida atrás de uma máscara de boa pessoa e nem sempre é fácil de identificá-la. “A gente não sabe quando um abusador pode bater em nossas portas. Pretendo ter filhos e na hora me veio um desespero. Minha vida nunca mais será a mesma após esse filme”, disse.

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