Figueirense e Juventude empatam e gaúchos entram no G-4 da Série B

Futebol Latino
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Vindo de três jogos sem derrotas, o Figueirense enfrentou o Juventude, que briga pelo G-4, pela 18ª rodada da Série B. O jogo terminou em empate por 1 a 1 após cada time dominar um tempo.

O Juventude, que saiu na frente, entrou no G-4 ao fazer 28 pontos e tirou a Ponte Preta do grupo. Já o Figueirense permanece no Z-4, mas empatou em número de pontos com o Naútico: 19 pontos.

PRIMEIRO TEMPO SUPERIOR DO JUVENTUDE

Mesmo poupando jogadores, o Juventude mostrou melhor organização contra o Figueirense e ficou mais tempo no campo de ataque, tentando rondar a área do Figueira para buscar o gol. Com chutes e escanteios, o time gaúcho foi chegando e pressionando aos poucos o Alvinegro nos 10 primeiros minutos, apesar de não ter lances de perigo neste período.

Tamanha a superioridade do Juventude no jogo foi vista na posse de bola. Com 13 minutos, o Juve já tinha 61% do tempo com a bola no pé, e a recompensa pela insistência ofensiva chegou. Aos 17 minutos, Sidão deu um chutão e viu a bola cair com Wagner. Ele tocou para Rafael Silva, que de primeira viu Carlos Eduardo. O camisa 10 deu um toque na saída de Sidão e saiu para o abraço. Foi um prêmio para o time que mais quis jogar até então. Esse foi sexto chute contra nenhum do Figueira.

Quando o Figueirense chegou, teve logo duas chances seguidas. Aos 26 minutos, Bruno Michel recebeu na área, conseguiu ajeitar e chutou, mas a bola ficou fácil para Marcelo Carné. No minuto seguinte, Alecsandro recuperou a bola e lançou Dudu, o meio-campista avançou e chutou fazendo a bola passar ao lado do gol. O Juventude se mostrou incomodado e deu a resposta na sequência quando Hélder cruzou na área e a bola ficou livre para Gabriel Bispo, que chutou no contrapé de Sidão, mas não conseguiu êxito.

O Figueirense tentou reagir no jogo apenas na reta final. E até marcou o gol, mas após passe de Dudu para Marquinho, que balançou as redes, o camisa 10 foi flagrado pelo assistente que marcou impedimento.

SEGUNDO TEMPO DE PRESSÃO DO FIGUEIRENSE

A etapa final mostrou que o Figueirense quis manter a reação do final do primeiro tempo e o Juventude querendo matar o jogo. Aos dois minutos, Marquinho cobrou uma falta perigosa que passou perto do gol de Carné. Três minutos depois, a zaga do Figueira afastou errado, a bola voltou para a área e chegou em Wagner, que tentou pegar de bate pronto e por pouco não amplia. E o segundo tempo não dava para piscar. O time de Elano respondeu com Bruno Michel recebendo de Marquinho, ficando cara a cara com Carné e chutando em cima do goleiro.

O Figueirense voltou do intervalo mais disposto. Nos primeiros 15 minutos, a equipe teve mais posse de bola, tentou trocar passes para chegar no ataque e viu Dudu quase marcar ao chutar colocado. Foi a terceira chance do Figueira até então. O Juventude parou de jogar e a equipe catarinense avançou pressionando a saída dos gaúchos. O técnico Pintado precisou fazer trocas para tentar mudar a atitude de seu time.

Não é exagero dizer que o Juventude ficou acuado no jogo. Até os 27 minutos, o Figueirense deu seis chutes ao gol sendo três delas no alvo. Neste mesmo tempo, o Juve deu apenas três sendo apenas um no gol. Ficou nítido que a equipe de Pintado tentava criar jogadas apenas nos contra-ataques, enquanto os catarinenses foram mais agressivos para tocar os passes e arriscar lá na frente.

Com a postura mais recuada, o Juventude ainda viu a situação piorar após o atacante Dalberto ser expulso. O jogo de ataque contra defesa cresceu mais ainda e após tanto tentar, o Figueirense empatou. A bola foi cruzada na área, Pereira testou uma tijolada sem chances para Carné. A pressão continuou até os minutos finais, mas os gols não saíram.