Fifa quer encerrar litígio com AFA o quanto antes

O presidente da FIFA Gianni Infantino Yangun no dia 17 de fevereiro de 2017

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, demonstrou confiança, nesta quinta-feira, em resolver o problema com a Associação de Futebol Argentino (AFA) o quanto antes e examinar os candidatos ao cargo mais alto da federação sul-americana.

Ainda assim, Infantino não descartou novas medidas drásticas se as coisas não se acertarem.

A AFA atravessa um momento de reconstrução, depois da morte do presidente Julio Grondona, presidente da associação durante 35 anos. Os novos estatutos estabeleceram que um colegiado de advogados argentinos determine a idoneidade dos candidatos a administrar o entidade.

A Fifa, por outro lado, quer que a Conmebol seja a escolhida para examinar os candidatos.

"A Argentina passou por um período muito difícil, infelizmente", falou Infantino, fazendo alusão à queda do sucessor de Grondona, Luis Segura, e à crise institucional e financeira da AFA. O problema só terminou depois do governo e da Fifa intervirem.

"Nos vimos obrigados a nomear um comitê de normalização na Argentina, o que é muito raro para um grande país de futebol", lembrou.

"Mas agora parece que eles já entraram mais ou menos em acordo sobre os estatutos. Ainda existem algumas questões em aberto e vamos resolver logo", acrescentou Infantino.

"Estou confiante nisso e vão ter eleições. Acredito que não vai ser necessário tomar medidas drásticas, desde que tudo ocorra bem. Caso contrário, talvez seja preciso tomá-las", falou o mandatário.

Além da crise institucional, o país atravessou uma greve dos jogadores de futebol que durou quase duas semanas. A paralisação impossibilitou o recomeço da disputa da primeira divisão até esta quinta-feira.