FIFA é acusada de ignorar árbitros de países envolvidos no movimento "OneLove"

O inglês Anthony Taylor, um dos árbitros ignorados pela FIFA. Foto: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/AFP via Getty Images
O inglês Anthony Taylor, um dos árbitros ignorados pela FIFA. Foto: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/AFP via Getty Images

Após proibição da FIFA de que capitães de sete seleções usassem braçadeiras com o símbolo “OneLove”, surgiram acusações de que árbitros dos países envolvidos nesse movimento estejam sendo deliberadamente ignorados durante a Copa do Mundo.

Chama a atenção de torcedores e jornalistas ingleses que os dois árbitros escolhidos para representar o país no Catar, Michael Oliver e Anthony Taylor, não tenham sido escalados para nenhuma partida do torneio até agora. Os árbitros Daniel Siebert, da Alemanha, e Danny Makkelie, da Holanda, também não haviam recebido da FIFA nenhuma atribuição até o momento. Nenhum deles foi escalado nem como quarto árbitro durante jogos.

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Além de Inglaterra, Alemanha e Holanda, outros quatro países se comprometeram com o movimento “OneLove” em prol da população LGBTQIA+: Dinamarca, País de Gales, Bélgica e Suíça. Os capitães dos sete times utilizariam uma braçadeira especial, com as cores do arco-íris e uma mensagem anti-discriminação, o que foi proibido pela FIFA, que ameaçou as equipes de punição com cartão amarelo caso o protesto fosse realizado. A Alemanha

A Copa do Catar vem sendo criticada desde antes de seu início por conta das leis do país, no qual ser uma pessoa LGBTQIA+ é proibido e passível de punição. Desde então torcedores e jornalistas relataram diversas ocorrências de camisetas, bandeiras e outros adereços contendo as cores do arco-íris sendo proibidos de serem usados em estádios e arredores. Nesta sexta-feira um cinegrafista foi barrado ao tentar em um estádio usando um relógio com arco-íris.

Questionada sobre o assunto a FIFA informou que o árbitro alemão Daniel Siebert estará na partida entre Tunísia e Austrália, neste sábado (26).