Fifa amplia por seis anos a suspensão de Blatter e Valcke

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(Arquivo) O ex-presidente da Fifa Sepp Blatter em foto de 1º de setembro de 2020 em Berna (Suíça)

A Fifa suspendeu nesta quarta-feira (24) por seis anos e oito meses adicionais o ex-presidente da entidade Sepp Blatter e o seu ex-secretário-geral Jérôme Valcke, em um caso relacionado ao pagamento de bônus a partir de 2010.

A justiça interna da entidade, que já havia anunciado uma suspensão de qualquer atividade ligada ao futebol dos dois dirigentes, respectivamente até outubro de 2021 e outubro de 2025, após o envolvimento em 2015 em uma série de escândalos, também condenou Blatter e Valcke a pagar multa de um milhão de francos suíços (900.000 euros, 1,07 milhão de dólares) cada um.

Envolvidos em vários processos na justiça penal suíça, Blatter e Valcke somam o novo caso por violações ao código de ética da Fifa, ligadas a sua remuneração.

O ex-presidente da Fifa recebeu 23 milhões de francos suíços (20,7 milhões de euros, 24,7 milhões de dólares) de "bônus extraordinários" ligados à Copa do Mundo da África do Sul-2010, à Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo do Brasil-2014, destaca a decisão, tomada em 17 de dezembro de 2020, mas que só foi notificada às partes agora.

O francês Jérôme Valcke, ex-jornalista esportivo que virou o braço direito do suíço Sepp Blatter, recebeu 30 milhões de francos suíços (27 milhões de euros, 32,2 milhões de dólares) de bônus pelo mesmo período, além de seus pagamentos habituais, afirmou a comissão de ética da Fifa.

Para isto, os dois dirigentes precisaram apenas das aprovações do diretor financeiro Markus Kattner, demitido em maio de 2016 e suspenso por 10 anos em junho de 2020, e do ex-vice-presidente da Fifa Julio Grondona, falecido em 2014.

"Juntos, os senhores Blatter, Valcke e Kattner dividiram 64,5 milhões de francos suíços (58 milhões de euros, 69,3 milhões de dólares) de bônus extraordinários", assim como 4,5 milhões de dólares para Julio Grondona, resume a decisão.

De acordo com a comissão de ética, os quatro dirigentes "criaram um sistema" que concedia "benefícios extraordinários com um mínimo de esforço", pois aprovavam entre eles as emendas de seus contratos, violando suas obrigações de controle.

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