Ferrari: congelar desenvolvimento de motores não é prioridade

Jonathan Noble
·2 minuto de leitura

A Red Bull segue tentando mudar o regulamento da Fórmula 1, visando o congelamento dos motores ao longo da temporada a partir de 2022 para poder assumir o projeto da Honda, mas precisa do apoio das demais montadoras. E apesar da Mercedes ter dado uma sinalização positiva, esse projeto não é visto como prioridade pela Ferrari.

O atual déficit de potência nas unidades da equipe italiana tornam a opção menos provável para a montadora.

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A questão do futuro dos motores será discutida nesta segunda (26), em uma reunião virtual da Comissão da F1, mas o chefe da Ferrari, Mattia Binotto, não acha que congelar o desenvolvimento seja um problema-chave.

Em vez disso, ele quer focar no que pode acontecer com a próxima geração de motores, e se ela chegará antes de 2026.

"É verdade que o congelamento é um dos pontos de uma grande reunião, então não acredito que iremos discutir isso a fundo", disse.

"Mas acho que, antes de discutir o congelamento, é mais importante para nós discutirmos 2026. Qual será o novo formato técnico das futuras unidades de potência? Iremos atacar os altos custos? E quais tecnologias serão integradas?".

"Vejo isso como prioridade. O congelamento é secundário nesta discussão".

O chefe da Red Bull, Christian Horner, que já deixou claro que a opção preferida pela equipe é assumir o programa de desenvolvimento da Honda, celebrou o aceno positivo de Toto Wolff, da Mercedes, à ideia.

Porém, ele acha que o assunto envolve todos os chefes de equipe da F1 e a própria categoria, já que isso pode causar um grande impacto no esporte.

"Não é todo dia que vemos Toto concordando com a Red Bull", disse Horner. "Obviamente não é algo ilógico para ele, já que a Mercedes tem o melhor motor na F1 atual".

"Então por que ele não congelaria? Mas, obviamente, há uma situação maior para toda a F1. E é necessário tomar todos os passos necessários para proteger e salvaguardar o esporte com relação aos motores".

"Acho que Toto faria de tudo para não ter que fornecer motores a nós e fico muito feliz por seu apoio".

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