Fernando Scheffer: passado, presente, futuro e as nuances da medalha inédita nas Olimpíadas

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Scheffer comemora com a medalha de bronze conquistada em Tóquio (Foto: Jean Catuffe/Getty Images)
Scheffer comemora com a medalha de bronze conquistada em Tóquio (Foto: Jean Catuffe/Getty Images)

O ano de 2021 é especial para o atleta Fernando Muhlenberg Scheffer. O nadador gaúcho de 23 anos conquistou na edição dos jogos olímpicos de Tóquio a inédita medalha de bronze nos 200m. Recentemente alcançou o índice para o mundial de piscina curta, ao conquistar os 200m no troféu José Finkel, realizado em Bauru, interior de São Paulo. 

Em entrevista exclusiva ao Yahoo Brasil, o nadador falou sobre as novas expectativas na carreira, sonhos e sua trajetória no Minas Tênis Clube, entre outras coisas.

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“Eu acredito que todo atleta de auto rendimento é muito ambicioso, né? A gente sonha com pódio, sonha em chegar nos Jogos Olímpicos. Eu fiz todo o meu treinamento e planejamento pensando nisso, eu me cobrava nesse sentido, mas acho que na hora da competição, minha estratégia foi tirar toda essa cobrança.

O meu único objetivo era performar na água, a melhor prova de 200m da minha vida. Esse era o meu objetivo, independente de tempo, independente de colocação, pódio. Queria colocar na água tudo que eu treinei por todos esses anos e acho que a estratégia deu super certo, já que baixei a minha marca por dois vezes. Acho que o mais importante foi ter conseguido fazer isso na final. A medalha veio para coroar todo esse treinamento que a gente fez e trabalhou para isso”.

Estrutura do Minas

“Eu acho que não existe uma receita pronta, um atalho, uma fórmula mágica. É muito treino, muito trabalho, muita repetição. Isso não tem segredo. Todos atletas que chegam lá tem em comum. A estrutura do Minas que eles proporcionam pra gente é muito boa.

Eles dão todas condições para gente treinar. O espírito de equipe do Minas, acho que é um diferencial, faz muita diferença pra gente, o time, os colegas de treino, o estafe, há uma sinergia muito forte.

Isso ajuda para gente conseguir absorver o máximo, o treinamento, e conseguir chegar na competição, sabendo que nos temos muita gente por trás que nos apoia a chegar nos objetivos. Por mais que a natação seja um esporte individual, eu tenho certeza que o resultado não é só nosso. Muita gente que trabalha nos bastidores nos ajudou chegar até aqui, vestindo a camisa do Minas alcançou o índice do mundial de piscina curta.”

Sobre o futuro e o peso da medalha, Scheffer ressalta o quão importante é manter o foco para a busca por melhores resultados.

“Eu acredito que a cobrança e expectativa fazem parte. É importante a gente aprender a lidar com isso por que a gente mesmo se cobra muito. Nós temos sempre a nossa cobrança, nossa ambição, pensando no melhor resultado possível. Então eu acho que, a gente não pode mudar isso. Continuar trabalhando, treinando forte e tenho certeza que há muita coisa pela frente.”

Sobre as dificuldades no período pandemia para treinamentos, a busca por patrocínios, o exército brasileiro, o clube do Minas, tiveram um papel importante para a conquista dos resultados, segundo ele

“Eu posso falar por mim que esse período da pandemia foi difícil para todo mundo. A gente acabou tendo muitas restrições. Os clubes acabaram fechando. A gente teve que se adaptar da maneira que a gente podia naquele momento, mas eu acho que o Minas Tênis Clube, nosso clube oferece tudo que a gente precisa para treinar. Eu também tenho acordo com o exército brasileiro, recebo bolsa atleta. Então, a gente acaba tendo uma ajuda para melhorar a nossa qualidade de treinos. No meu modo de ver, isso faz total diferença no nosso resultado final”, finaliza

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