Ferj diz que árbitro e assistente vão passar por 'reciclagem' após erros em jogo do Fluminense no Carioca

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A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) anunciou, nesta sexta-feira, o afastamento do árbitro Grazianni Maciel Rocha e o assistente Rafael Sepeda após erros claros na derrota do Fluminense para o Resende, por 2 a 1. Na estreia das equipes no Campeonato Carioca, a dupla deixou de assinalar um pênalti do goleiro Jefferson em Miguel e deu um impedimento inexistente no gol do Flu, ainda na primeira etapa.

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Em nota, a entidade carioca afirmou que houve "desconformidade com os protocolos técnicos" e, por isso, os dois vão passar por um processo de reciclagem. Após uma avaliação, ambos terão a chance de voltar às atividades. A Ferj irá se reunir com o Fluminense na próxima segunda-feira.

"Após análise do jogo Resende 2 x 1 Fluminense e reunião com o árbitro Grazianni Maciel Rocha e o assistente Rafael Sepeda, o Diretor do Departamento de Arbitragem, Luiz Mairovitch, com base no parecer da Comissão de Arbitragem do Futebol do Rio de Janeiro, entendendo que houve desconformidade com os protocolos técnicos, decidiu por determinar que tanto o árbitro quanto o assistente devam ser submetidos a um processo de reciclagem, trabalhos técnicos e avaliação posterior que ateste aptidão para retorno às atividades. Na próxima segunda-feira, o Departamento de Arbitragem se reunirá com o representante do Fluminense", diz a nota.

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Vale lembrar que não há VAR nesta fase da competição. Após a partida, o técnico Ailton Ferraz afirmou que o árbitro pediu desculpas pelos erros. O Flu acabou pagando caro pelos equívocos e foi derrotado por 2 a 1, sofrendo um gol já no último minuto do confronto.

O Fluminense não chegou a fazer uma queixa formal à federação após a partida, mas foi chamado pela própria Comissão de Arbitragem para discutir os episódios. ​

Ao longo do último Campeonato Carioca, Fluminense e Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) tiveram uma guerra nos bastidores. O problema chegou até a gerar ações criminais na Justiça de Rubens Lopes, presidente da entidade, contra Mário Bittencourt, que já foram retiradas. Na época, o Flu e o Botafogo eram contra o retorno precoce do futebol no meio da pandemia da Covid-19. Houve também um atrito por conta dos direitos de transmissão.