Destaque da seleção de handebol, Felipe Borges revela dificuldades durante a pandemia: “Treinava na garagem”

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COLOGNE, GERMANY - JANUARY 20: Felipe Borges #18 of Brazil reacts during the Main Group 1 match at the 26th IHF Men's World Championship between Brazil and Croatia at the Lanxess Arena on January 20th, 2019 in Cologne, Germany. (Photo by Jörg Schüler/Getty Images)
Felipe Borges durante o Mundial de Handebol em 2019 (Jörg Schüler/Getty Images)

Um dos atletas mais experientes da seleção brasileira de handebol, que há 15 anos veste a camisa verde e amarela em competições internacionais, Felipe Borges precisou adaptar a sua rotina profissional para se manter em atividade, durante o período sem jogos em 2020, na pandemia da Covid-19.

Jogador do Tremblay-en-France Handball, da França, confirmado no grupo que defenderá o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, Felipe revelou que muitos atletas tiveram problemas físicos, pela falta de estrutura nas atividades. Ele, inclusive, precisou treinar na garagem de sua residência.

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- Desde o princípio fomos proibidos de realizar atividades. Perdemos ritmo. Foi preciso treinar em casa, com uma intensidade muito baixa, sem espaço para correr, por exemplo. Recebi um plano do meu clube para realizar atividades todos os dias, com uma hora de atividades a serem feitas. Eu treinava na garagem. Era bom para me manter ativo, mas não era como na quadra. Sentimos muito no retorno às quadras. Muitos tiveram dor no ombro, nas articulações, tendinite. Esses foram alguns dos problemas que os atletas tiveram na volta.

Embora tenha revelado que os atletas sofrem para se manterem ativos, durante o período sem jogos, ele disse que o retorno às atividades foi muito bem organizado pelos clubes.

- Quando houve o retorno, foi muito diferente. Ainda bem que os clubes criaram um protocolo de retorno às atividades bastante gradativo. Isso foi muito importante na retomada às performances, além da preocupação com a nossa saúde. Isso é muito importante para quem trabalha em alto nível.

Na França, onde atua, o brasileiro falou sobre como foi a adaptação à “nova realidade”, no retorno do esporte.

- Aqui, na França, temos os jogos sem público, precisamos fazer os testes 72 horas antes dos jogos e toda a semana. Quem já foi contaminado, precisa fazer o teste de sorologia. Se há algum caso, os jogos são cancelados e transferidos para outra data. Desta forma, eles estão tentando levar esta temporada turbulenta.

Entre os problemas enfrentados durante este período da Pandemia, Felipe falou sobre o fato de alguns patrocinadores terem deixado o esporte, além da necessidade de alguns contratos precisarem ser revistos, entre os atletas de handebol.

- Muitos patrocínios foram reduzidos ou até cancelados (o investimento). Após o retorno às atividades, voltamos a conversar e alguns disseram que os valores precisariam ser reduzidos. Muitos atletas precisaram reduzir o contrato, mesmo os que já tinham assinado para o próximo ano, antes de chegar a pandemia. Alguns foram chamados para um acordo. Sem a presença do público, os clubes também tiveram um prejuízo grande.

Sobre a participação nas Olimpíadas de Tóquio, ele não escondeu a felicidade por voltar a defender o país.

- O orgulho de representar o Brasil no esporte é inexplicável. São mais de 200 milhões de brasileiros e não são todos que têm a possibilidade de trabalhar com o que ama. Quando falamos do esporte, não é fácil, porque representamos muitas pessoas que amam a nossa modalidade e não têm a estrutura ideal para a prática correta. Já estou na seleção adulta há 15 anos e, cada vez que toca o hino, é um orgulho. Sempre visto a camisa do Brasil com muito orgulho e dou o meu melhor em quadra.

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