Federação alemã de futebol decide não sancionar homenagens a George Floyd

AFP
Marcus Thuram, atacante francês do Mönchengladbach, ajoelha-se no chão após um gol sobre o Union Berlin em 31 de maio, adotando um gesto que foi popularizado pelo jogador de futebol americano Colin Kaepernick para denunciar a violência policial contra a população negra nos EUA
Marcus Thuram, atacante francês do Mönchengladbach, ajoelha-se no chão após um gol sobre o Union Berlin em 31 de maio, adotando um gesto que foi popularizado pelo jogador de futebol americano Colin Kaepernick para denunciar a violência policial contra a população negra nos EUA

A Federação Alemã de Futebol (DFB) anunciou nesta quarta-feira que não vai sancionar as homenagens a George Floyd, o cidadão americano negro que morreu violentamente nas mãos de um policial branco, realizado por vários jogadores de futebol no fim de semana passado na Bundesliga.

"A federação espera manter essa posição nos próximos dias, mesmo no caso de novas ações anti-racistas devido à morte violenta de George Floyd", acrescentou a DFB.

"Felicito expressamente a decisão clara da comissão de supervisão da DFB e estou muito satisfeito", afirmou o presidente da DFB, Fritz Keller, em um comunicado, afirmando que "as ações dos jogadores têm nosso respeito e compreensão".

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Weston McKennie (Schalke 04), Jadon Sancho e Achraf Hakimi (ambos do Borussia Dortmund) manifestaram sua indignação após a morte de George Floyd usando uma pulseira (no caso de McKennie) e revelando mensagens nas camisas dos outros dois.

A raiva desencadeada nos Estados Unidos após o assassinato de Floyd, um negro de 46 anos morto pelas mãos de um policial branco, nos dias 25 de maio, provocou uma onda de protestos e distúrbios em todo o país.

"Justice for George Floyd", era a mensagem mostrada pelos jovens talentos do Dortmund, Sancho e Hakimi.

O árbitro sancionou o primeiro com um cartão amarelo por retirar a camisa, seguindo as regras, enquanto o segundo não recebeu uma punição.

No mesmo dia, o atacante do Borussia Mönchengladbach, Marcus Thuram, filho do campeão mundial de 1998 Lilian Thuram, apoiou um joelho sobre o gramado, reproduzindo um gesto que foi popularizado pelo jogador de futebol americano Colin Kaepernick para denunciar a violência policial contra a população negra nos Estados Unidos. Ele não foi incluído na lista de possíveis sancionadas.

Na segunda-feira, o atacante francês da Colônia, Anthony Modeste, mostrou os dois lados da mão, preto e branco, fazendo alusão à união.

A Fifa apelou na terça-feira ao "bom senso" e a levar em conta o "contexto", um dia após o anúncio da investigação por parte da Bundesliga.

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