FE anuncia que detalhes do novo modo ataque só vão ser revelados uma hora antes do início de cada eP

Redação GP
Grande Prêmio

O novo formato de corrida da Fórmula E, com a inclusão do modo de ataque, não é apenas um mistério para o público. Na última quarta-feira (5), a FIA deu luz verde para a proposta da categoria de que as equipes e os pilotos sejam informados sobre a duração, o uso mínimo e o número total de ativações do modo de ataque uma hora antes do começo das corridas.

O modo de ataque - inicialmente apelidado de formato Mario Kart pelo diretor-geral Alejandro Agag e depois, provisoriamente, de hiperboost - foi criado para substituir as trocas de carro, que agora deixam de existir, e manter um elemento capaz de transformar a dinâmica de uma prova.  

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O sistema será diferente para cada etapa, sempre adaptado para as singularidades de cada pista e "até no máximo uma hora antes da largada", segundo um comunicado da FIA.

O modo de ataque fará a potência dos carros aumentar de 200 para 225 kw uma vez que eles passem por uma zona de ativação offline - essa, sim, esclarecida uma hora antes da corrida. O objetivo, com a mudança de dinâmica, é apimentar as estratégias e situações de ultrapassagem.

As primeiras imagens do novo carro da Jaguar na Fórmula E (Foto: Divulgação/Jaguar)




De acordo com a revista inglesa 'Autosport', a principal motivação para esconder as particularidades do modo de ataque antes de cada prova é evitar que equipes e pilotos simulem para chegar à melhor forma de usar antes dos ePs. 

A expectativa é que o total de uso do modo de ataque em cada corrida seja de oito minutos divididas em diferentes números de tempo. "Quatro momentos de dois minutos, dois momentos de quatro minutos ou um momento de oito minutos", sugeriu a revista. 

O que se sabe é que o modo de ataque jamais será aberto para as duas primeiras voltas da corrida. 

Ad Diriyah recebe o começo da temporada (Foto: FE)





FanBoost

Outra mudança confirmada após a reunião do Conselho Mundial da FIA, realizada na cidade russa de São Petersburgo, foi a expansão do FanBoost. O sistema que premia os pilotos com público mais assíduo na votação agora vai premiar cinco nomes em vez de três.

Os eleitos vão receber 25 kw extra de potência para usar durante a segunda metade da prova, nunca nos primeiros 22 minutos. A votação só vai abrir seis dias antes de cada etapa.

Uma última mudança confirmada pelo Conselho Mundial é o uso de luvas biométricas pelos pilotos, algo já obrigatório na F1. As novas luvas possuem sensores que medem a oximetria do pulso dos pilotos, bem como outras informações sobre a condição dos pilotos durante as corridas ou no momento de um acidente. 


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