Faues Mussa, exclusivo ao LANCE!: 'Não vou me acovardar. A grande preocupação é o Covid-19'

Felippe Rocha
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O Vasco teve uma terça-feira movimentada. Haveria reunião virtual do Conselho Deliberativo no fim da manhã, mas ela não ocorreu por decisão judicial. No fim da tarde, um encontro presencial foi convocado entre os candidatos a presidência do clube e poderes da instituição. Pleito adiado - seria neste sábado - e nova reunião marcada. Mas poucas horas depois, uma ação na Justiça teve resposta positiva para o autor: o presidente da Assembleia Geral viu a eleição ser marcada para o próximo dia 14. Ao LANCE!, ele explica o dia movimentado e rebate críticas.

O que houve nesta terça-feira?
Eu não esperava que fossem me convidar para uma reunião. Jorge Salgado me ligou, falou da reunião e eu falei que estava esperando uma decisão judicial. Falei que não queria ir. Eu estava me sentindo mal. Mais tarde ele, ele ligou dizendo que seria às 17h. Durante a reunião, ele me ligou dizendo da mudança da data, perguntando o que eu achava. Eu disse que não adiantava eu dizer uma data sabendo que a decisão judicial estava para sair, mas, sobre a data, com todos lá, havia uma preocupação minha: disse que não discordava do adiamento, mas que não poderia passar do dia 15, porque chegaria na Justiça. A Justiça teria que avaliar tudo isso. O que ficou decidido: ele me botou no viva-voz e eu disse que tudo bem: "Eu estou tomando paulada, mas sou bem assessorado juridicamente, graças a Deus". Vi uma colocação do Campello num vídeo dizendo que eu concordei, mas nada disso. Tem reunião na quinta, nada decidido.

Por que não pode passar do dia 15/11?
Não pode passar do dia 15 pelo Estatuto, que diz que não pode passar da primeira quinzena de novembro. Teria que recorrer à Justiça para ela determinar a data.

Por que o senhor não participou da reunião entre os poderes e candidatos?
Eu não sou um garotinho, não. Eu trabalho. Reunião marcada para 11h, on-line (convocada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro). Eu tive problema com meu filho no banco, cancelamento de cartão, aí tive que correr para o banco. E reunião às 17h (candidatos e poderes). A pressão subiu, fui ao médico. Ele (médico) disse para ir para casa. Qual medo que eu teria de ir? Não inventei nada, não teria por que inventar.

Por que o senhor vem sendo favorável à votação on-line?
Tínhamos pedido há mais de duas semanas com pedido para ser on-line, na época em que o Campello convocou a Assembleia Geral Ordinária (eleição), mas já tinha a Justiça. O problema da híbrida é o tempo, temos estudo que fala em 50, 60 dias para a empresa se preparar. Não é tão fácil. On-line é segura. A empresa (ElejaOnline) tinha o orçamento compatível dentro da capacidade técnica.

O senhor vem recebendo críticas...
Sei que uma minoria não sabe, mas quero um Vasco limpo, transparente, sem eleição fraudada, sem urna 7. São muitas coisas ao longo dos anos. Quero que vença o melhor. Meu único grupo é o Vasco da Gama. Estou muito preocupado com a situação do clube. Quero terminar, fazer limpa e transparente a eleição. Não vou me acovardar. A grande preocupação é o Covid-19. Vamos preservar o sócio, por que não on-line? Estamos no século XXI. O Vasco quer estar 10, 20 anos atrás?

O senhor é aliado de Júlio Brant?
Fui eleito pela chapa que era união verde-amarela. Quem me convidou para ser presidente da Assembleia Geral foram Júlio, O Roberto Monteiro e o Alexandre Campello. Meus filhos são conselheiros do Júlio Brant. Eu assumi a Assembleia Geral, sou homem de idade, empresário e vascaíno. Não compareci em reunião de campanha de ninguém. Todos me convidaram. Todos, menos o Campello, me convidaram para reuniões de campanha. mas nunca fui. Como presidente da AG eu sou neutro. Torço para termos um presidente digno, com amor ao clube. Esse é o meu partido.