Família Kindermann encerra investimentos no futebol feminino

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Avaí chegou a decisão do Brasileiro feminino em 2020. Foto: R.Pierre/AGIF
Avaí chegou a decisão do Brasileiro feminino em 2020. Foto: R.Pierre/AGIF

Depois de 13 anos dedicados exclusivamente ao futebol feminino, a família Kindermann anunciou o fim dos investimentos na modalidade. Em entrevista ao portal SCC10, o genro e a filha de Salézio Kindermann, fundador e presidente do Avaí Kindermann, falaram sobre o fim da parceria, que acontece após o falecimento de Salézio, neste ano, por complicações da covid-19.

“Tomamos essa decisão com a alma, coração e consciência limpa, sabendo que fizemos o que foi possível para que o time chegasse até aqui e concluísse o calendário de competições previstas para 2021. Sabemos do carinho que muitos brasileiros têm pelo Kindermann Futebol Feminino, o quanto essa história e esse legado merecem respeito. Mas esse era o sonho do Salézio Kindermann. O futebol ocupava 100% do tempo dele, ele tinha dedicação exclusiva a isso, entendia e amava esse mundo. Em respeito ao legado dele, nós como família e as atletas que permaneceram até aqui, fechamos este ciclo com a participação na Libertadores, onde encerramos como a 5ª melhor equipe. O legado nunca será apagado, mas a era Kindermann futebol, mantida pela nossa família, encerra aqui”, disseram Daniel e Valéria.

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As jogadoras que participaram da Libertadores Feminina 2021 defendendo o Avaí Kindermann já foram dispensadas. Dezoito delas, que estavam contratadas no regime CLT, tiveram todos os direitos previstos em lei pagos pela família, assim como a comissão técnica

Nas 13 temporadas de investimento, o Kindermann conseguiu 12 títulos estaduais, foi duas vezes vice-campeão Brasileiro, campeão da Copa do Brasil, e participou de duas Libertadores - foi a 5ª melhor equipe na última edição. Entre os grandes nomes relevados pelo grupo, estão Gaby Zanotti, Julia Bianchi, Andressinha, Djeini, Camilinha, Gabi Portilho entre outros nomes.

“Acho que cumprimos a missão. Fechamos esse ano com o time em 8º no Brasileiro, em 5º na Libertadores, campeão catarinense, com os salários em dia e sempre pautados na transparência principalmente com as atletas. Quem ficou, ficou para fechar o ciclo. Queremos agradecer os torcedores e dizer que o legado não será apagado. 

Novamente, gostaríamos de agradecer as Atletas e Comissão Técnica que ficaram conosco ate o final. Temos o maior orgulho desse time. Nós, família, não temos condições financeiras e nem conhecimento para continuar no futebol feminino. Por isso estamos encerrando o ciclo. O responsável por toda essa trajetória vitoriosa, sempre foi o Salézio. E agora precisamos encerrar.”

Além da parceria com o Avaí, a família Kindermann investiu também no Napoli, que disputou a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Após ser eliminado do Brasileirão A1, a equipe encerrou as atividades e foi devolvida à Associação Esportiva Napoli.

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