Faltou tudo, menos ineficiência: Botafogo tem atuação para esquecer

Sergio Santana
LANCE!


O desempenho foi aquém do esperado. Em um confronto direto por uma vaga na próxima Copa Sul-Americana, o Botafogo foi derrotado pelo Atlético-MG, nesta quarta-feira, no Mineirão, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em campo, uma equipe desorganizada e com dificuldades de se impor no setor de meio-campo. O LANCE! analisa a atuação do Glorioso.

EM CIMA

Atlético-MG x Botafogo - Luiz Fernando
Atlético-MG x Botafogo - Luiz Fernando
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(Foto: Vítor Silva/Botafogo)

O começo da partida deu sinais de que o Botafogo poderia ocupar o campo ofensivo em busca do resultado. Os comandados de Alberto Valentim iniciaram buscando ataques através de passes rápidos e ultrapassagens e até chegaram a pressionar o Atlético-MG, mesmo de que forma ainda passiva, já que nenhuma oportunidade clara de gol fora criada.

Uma movimentação importante para esse cenário foi feita por Marcinho. O camisa 4, saindo do flanco direito e atacando em diagonal, trouxe dificuldades à defesa atleticana e foi um dos responsáveis pela superioridade nos passes por parte do Botafogo.

IRRECONHECÍVEL

Atlético-MG x Botafogo - Diego Souza
Atlético-MG x Botafogo - Diego Souza

(Foto: Vítor Silva/Botafogo)

O Botafogo parou por aí. Depois de um começo um tanto quanto animador, a equipe comandada por Alberto Valentim foi envolvida pelo Atlético-MG, que anulou os movimentos de Marcinho e travou toda a criação ofensiva do Glorioso. Em campo, a equipe carioca era superada com facilidade pelo meio-campo formado por Juan Cazares, José Welison e Jair.

A situação, consequentemente, não podia ser diferente: o Atlético-MG começou a ditar o ritmo da partida. Com facilidade, o Galo quebrou as linhas de passes e chegava ao ataque de forma veloz. Em uma destas situações, Guga recuperou a bola, ligou Cazares, que achou Jair, livre dentro da área, para completar ao fundo das redes.

PODER DE REAÇÃO NULO

Atlético-MG x Botafogo
Atlético-MG x Botafogo

Bruno Cantini/Atlético

A posse de bola no primeiro tempo foi dividida - 50% para cada equipe. O Botafogo finalizou 4 vezes; o Atlético-MG, porém, chutou em 11 oportunidades. O Glorioso não teve poder de reação diante da imposição física dos mandantes muito porque o seu meio-campo nada produziu. Leonardo Valencia, escolhido para substituir Alex Santana, não era uma opção de passe recorrente - desta forma, o Alvinegro nada fazia com a posse.

Com um chileno apagado em campo, a função de armar o jogo caía nos braços de Diego Souza, que eventualmente recuava até o meio-campo para tentar organizar o jogo. De nada adiantou. Na verdade, facilitou a marcação do Galo, já que seus zagueiros ficaram longe da referência do Alvinegro, mais um anulado pelos volantes da equipe mineira.

TENTOU MUDAR A ESTRATÉGIA

Atlético-MG x Botafogo - Luis Henrique
Atlético-MG x Botafogo - Luis Henrique

(Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Com um primeiro tempo abaixo, o Botafogo mudou a postura nos 45 minutos finais. Alberto Valentim assumiu a estratégia de ter a bola no pé, com o intuito de igualar a força exercida pelo meio-campo do Atlético-MG, mas, como os jogadores estavam espaçados e o Alvinegro não tinha opções de passes, virando presa fácil à marcação.

Alberto Valentim fez sua primeira alteração aos 12 minutos, quando Luis Henrique entrou no lugar de Valencia. O garoto, que fez sua estreia na equipe profissional, foi um dos poucos fatores positivos da noite. Correu, finalizou e tentou, na medida do possível, incomodar a defesa do Atlético-MG. Ainda assim não foi suficiente para superar o adversário.

GOLPE FINAL

Atlético-MG x Botafogo - Lucas Barros
Atlético-MG x Botafogo - Lucas Barros

(Foto: Vítor Silva/Botafogo)

O plano de Alberto Valentim caiu por terra em poucos minutos e o Botafogo já era dominado pelo Atlético-MG novamente em um piscar de olhos. Por mais que tivesse a posse, o Glorioso nada fazia com a bola no pé, enquanto o Galo era perigoso e rápido nas oportunidades que criava.

Os comandados de Vágner Mancini deram o último golpe com o gol de Luan, que se adiantou a Lucas Barros. O resultado, que poderia ter sido maior, representou um Botafogo atípico e com claras dificuldades de se impor no meio-campo, tanto no ataque quanto na defesa.


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