Falta de peças de reposição nas pontas evidencia problemas na montagem do elenco do Vasco

Apesar de invicto, Vasco tem quatro empates em cinco jogos neste início de Série B (Daniel RAMALHO/CRVG)


Em meio à expectativa da SAF, o Vasco iniciou a Série B com muita turbulência sobre o trabalho de Zé Ricardo. Em campo, deficiências são apontadas como a dificuldade na criação e variação tática do time. Porém, os problemas vão além das quatro linhas e também estão na montagem do elenco cruz-maltino, sobretudo na carência de determinados setores como as pontas.

Desde o começo da temporada, Zé Ricardo e Carlos Brazil, gerente de futebol do clube, participaram ativamente da construção deste elenco pautado em três lemas: saúde, competitividade e técnica. Dessa forma, ao todo, foram dezenove contratações para todos os setores do time.

No entanto, os reforços para as pontas não foram numerosos e as soluções foram meninos da base como Gabriel Pec e Figueiredo. Na disputa do Carioca, o treinador vascaíno optou por improvisar Bruno Nazário em uma posição que não estava habituado.

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O jovem Figueiredo teve destaque na Copinha como centroavante, sendo o artilheiro da competição com oito gols ao lado de Werik Popó, do Oeste. Com o bom momento de Raniel, ele tem atuado na ponta e tem feito bons jogos e ajudado o time no setor. É uma peça importante na recomposição por ter força física para atuar em uma competição intensa como a Série B.

Para a sequência da temporada, o Cruz-Maltino decidiu fazer apostas para o setor como Lucas Oliveira, ex-Bangu, e Erick, principal nome do Ypiranga-RS no vice-campeonato do Gauchão. O primeiro, porém, não teve uma boa atuação diante do Tombense e não deixou uma boa impressão.

O segundo sentiu o adutor direito durante o aquecimento da partida contra a Ponte Preta e não entrou em campo diante do Carcará. O jogador ainda apresentou uma discreta dor na topografia da lesão e iniciou o trabalho no campo junto com a fisioterapia nesta terça. Contudo, deve desfalcar a equipe no sábado.

O Vasco ainda conta no elenco com o equatoriano Jhon Sánchez, que ainda não conseguiu render com a cruz de malta no peito. Getúlio também já foi utilizado no setor, porém também ainda não conseguiu se firmar. O jovem Vinícius foi relacionado e entrou nos último dois jogos, mas longe de agradar a torcida.

Além deles, o chileno Carlos Palacios foi outro nome testado pelo lado no domingo. Entretanto, suas características são de meia central e não rendeu na ponta pelo Internacional. Essas lacunas evidenciam problemas no planejamento e carências no elenco, que precisam ser corrigidas pela 777 Partners.

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Com a transição para SAF cada vez mais próxima, o clube pretende utilizar a janela de julho para movimentar o mercado. Todavia, ela só será aberta já na reta final do primeiro turno (de 18 de julho a 15 de agosto). Diante disso, a tarefa de Zé Ricardo é fazer a equipe render com as peças que tem em mãos.

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