Fala ‘intervencionista’ de Bolsonaro derruba Petrobras na Bolsa

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Bolsonaro. (Foto: Christian Rizzi/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Bolsonaro. (Foto: Christian Rizzi/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)

De forma simplista, o pensamento liberal – muitas vezes defendido pelo presidente Bolsonaro, principalmente na forma de seu ministro da economia, Paulo Guedes – preza pela intervenção política mínima na economia.

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Mas não foi isso o que se viu na noite de ontem, quando o presidente praticamente ameaçou a direção da Petrobras por conta das altas no valor dos combustíveis.

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O presidente disse que os aumentos terão “consequências”, principalmente depois de o executivo-chefe da petroleira, Roberto Castello Branco, ter minimizado a relação da empresa com as demandas dos caminhoneiros, que pressionam o governo por conta dos aumentos no diesel.

Bolsonaro chegou a dizer que “alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias”.

Foi o suficiente para o mercado ver um sinal de intervenção e responder com cautela na bolsa: as ações chegaram a cair 6,18% na manhã desta sexta-feira.

O preço médio do litro da gasolina, medido pelo Índice de Preços Ticket Log (IPTL), furou a barreira de R$ 5 pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2011.

As informações são de reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

O preço do litro médio da gasolina na primeira quinzena de fevereiro apresentou aumento de 4,49%, e chegou a R$ 5,033, pouco acima da “barreira” dos R$ 5.

Segundo a pesquisa, o valor do combustível teve alta de 25,7% desde maio de 2020.

Já os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que, desde a primeira semana de 2021, o litro da gasolina nas bombas de postos brasileiros já subiu 5,8%.

Na semana passada, frente à anterior, o aumento foi de 1,2%, para R$ 4,833.

Já o diesel subiu 2,9% em relação à primeira semana do ano, ainda de acordo com dados divulgados pela ANP.

O preço médio do diesel ficou em R$ 3,875 na semana passada, aumento de 1,1% em relação à semana anterior.

As informações são de reportagem do jornal Valor Econômico.

A notícia vem em meio a novo anúncio no preço dos combustíveis feito pela Petrobras. O reajuste já é o quarto em 2021.

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