Faixa-coral em jiu-jítsu e preta em judô, ex-senador Arthur Virgílio Neto é ‘vidrado’ em UFC

Bárbara Nascimento
Yahoo! Notícias

O ex-prefeito de Manaus, ex-ministro, ex-senador e diplomata Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) é conhecido pelos discursos acalorados no plenário. Mas, briga de verdade só no tatame. E não é qualquer um que pode enfrentá-lo. O currículo do político também é extenso quando o assunto é artes marciais. Ele é faixa vermelha e preta (8º grau) de jiu-jítsu, faixa-preta de judô, tem conhecimentos de luta livre e boxe, e ainda treina muay thai. Apaixonado por MMA, o amazonense confessa ser “vidrado” em UFC e outras competições da modalidade.

“Sou vidrado no UFC, Strikeforce, WEC, Jungle Fight e em todos os bons eventos de MMA”, comentou. “Torço pelos brasileiros em geral. Sou fã de Wanderlei Silva, de quem sou amigo, do Rodrigo Minotauro, Demian Maia, Maurício Shogun, Paulo Filho, Ricardo Arona, Lyoto Machida, Anderson Silva, Renzo Gracie, Roger Gracie, Ronaldo ‘Jacaré’ e do José Aldo, meu ídolo. Ainda posso listar nomes de atletas que já pararam, como Royce Gracie e Rickson Gracie.  Dos estrangeiros, admiro o Randy Couture, o George Saint Pierre, o Dan Henderson, o Fedor Emilianenko, o Jon Jones e o gênio chamado B. J. Penn. Fazer lista é fogo, acabei deixando muita gente boa de fora”, declara o amazonense.

Devido a problemas de saúde da neta Júlia, filha do deputado estadual Arthur Bisneto (PSDB-AM), o ex-senador não deve comparecer ao UFC 134, no Rio de Janeiro. Via Twitter, ele comentou que se afastaria de todos os compromissos profissionais, pessoais e políticos para ficar ao lado da neta, filho e nora.

Influência do jiu-jítsu
Ex-campeão carioca e ex-campeão da Taça Guanabara de Jiu-Jítsu, o diplomata ainda concorre ao título de “melhor guarda de pernas de todos os tempos”, que será dado pela confederação brasileira da modalidade. “Fui campeão em torneios que equivaleriam aos campeonatos brasileiros de hoje e disputei dezenas de ‘lutas casadas’, todas de longa duração e outras sem limite de tempo”, conta o ex-senador, que treina desde os 13 anos de idade.

Ele afirma que as artes marciais foram responsáveis pela formação do seu caráter. “As artes marciais me transformaram num homem. Aprendi a ser ético e - na política isso é defeito - enfrentar os adversários de peito aberto. Subterfúgio não é comigo”, comenta. “Entre tantos nomes do jiu-jítsu, posso destacar três que fizeram a diferença para mim. São eles meu irmão Rolls Gracie (eles moraram juntos), que morreu aos 31 anos saltando de asa delta em Mauá, o grande mestre Hélio Gracie, lutador indomável que criou o Brazilian Jiu-Jítsu, e o meu professor Carlos Gracie”.

A vida fora do Senado
Depois de ser derrotado nas urnas pela atual senadora Vanessa Graziotin (PcdoB), Arthur voltou à carreira de diplomata. Agora, em Lisboa, ele diz que tem pouco tempo para treinar. “Aqui em Lisboa mal tenho caminhado, defeito que corrijirei já. Nenhum treino, portanto”, lamenta.

Políticos bons de briga
Arthur Virgílio não é o único político que conhece as técnicas das lutas. O senador Eduardo Suplicy foi pugilista e o ex-presidente João Figueiredo teve aulas de jiu-jítsu com o mestre Hélio Gracie. Clique aqui para ver a galeria de fotos.


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