Mulher de Queiroz está foragida e deve entrar na mira da Interpol

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Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Facebook
Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Facebook

Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, deve ter seu nome enviado à Interpol caso não se entregue à Justiça nessa sexta-feira (19). Ela já é considerada uma foragida há mais de 24 horas. As informações são do jornalista Guilherme Amado, da Revista Época.

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Queiroz foi preso nesta quinta-feira (18), encontrado em uma casa que pertence ao advogado da família de Jair Bolsonaro (sem partido). O juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal do TJ do Rio, expediu mandado de prisão contra Queiroz e sua esposa, Márcia Oliveira de Aguiar.

Na primeira ligação que pode fazer após sua prisão, Fabrício Queiroz falou com uma das filhas. O conteúdo da conversa foi divulgado pela TV Globo, que afirma que investigadores puderam ouvir o diálogo.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pediu para que a filha avisasse a mãe, esposa de Queiroz sobre a prisão. De acordo a emissora, a filha questionou onde estava Queiroz, que respondeu “tô na casa”. Em seguida a filha perguntou o que aconteceria e ele pediu: “Avisa a mãe, avisa o pessoal”.

O casal e o senador são investigados pelo suposto esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Márcia esteve no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2017. Ela foi um dos sete parentes que Queiroz emplacou na estrutura do mandato de Flávio.

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Caso Queiroz

Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica", de acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ele trabalhou para o filho do presidente Jair Bolsonaro antes de Flávio tomar posse como senador, durante o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Alerj

Figura polêmica, Queiroz foi assessor e motorista de Flavio Bolsonaro até o fim de 2018, quando acabou exonerado. A investigação do MP-RJ que apura as irregularidades de Queiroz na Alerj chegou a ser suspensa depois da decisão de Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa de Flavio Bolsonaro em 2019.

Embora estivesse empregado no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, a origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

O PM aposentado também depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

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