Advogado de Queiroz é o mesmo de Adriano Nóbrega acusado de chefiar milícia e morto em fevereiro

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Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images
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Preso nesta quinta-feira (18), Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), já está no presídio de Benfica, na capital fluminense. Queiroz deve ser defendido pelo advogado Paulo Emílio Catta Preta, que defendeu Adriano da Nóbrega, ex capitão do Bope, miliciano acusado de chefiar um grupo criminoso chamado “escritório do crime”. Nóbrega foi morto em fevereiro deste ano. As informações são do O Globo.

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O “escritório do crime” é investigado por suspeita do envolvimento nas mortes da ex-vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, em março de 2018.

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Em entrevista à revista Época, Catta Preta afirmou que iniciou seu trabalho com Fabrício Queiroz nesta quinta-feira.

“Mas eu já estou sendo procurado pela família há alguns dias, cerca de uns 15 dias no sentido de eu advogar para ele nessa questão da Alerj. Ele estava sem advogado porque o defensor tinha renunciado já há algum tempo. Eles me perguntaram se eu podia advogar, falei que sim, pedi para estudar os autos e prosseguimos”, explicou o advogado.

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Catta Preta acredita ter sido escolhido por Queiroz, já que este era amigo de Adriano da Nóbrega.

“Posso supor que por eles terem visto a minha atuação no caso do Adriano, eles eram amigos, talvez isso tenha sido um dos motivos de eles terem me procurado. Mas não me foi dito isso”, disse.

Nóbrega era investigado na “Operação Intocáveis” do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), que apura a atuação da milícia de Rio das Pedras. O ex-capitão do Bope também aparece entre os supostos beneficiários do possível esquema de repasses ilegais que aconteceriam no gabinete de Flávio Bolsonaro, ainda deputado estadual no Rio de Janeiro.

O ex-capitão do Bope foi morto em uma troca de tiros com policiais do Bope da Bahia. Ele era um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro.

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