Aos 32 anos, Fabiana Silva finalmente vai disputar uma Olimpíada no badminton

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
DONGGUAN, CHINA - MAY 12:  (CHINA OUT) Fabiana Silva of Brazil returns to Iris Wang of USA during Women's Singles match on day three of 2015 Sudirman Cup BWF World Mixed Team Championships on May 12, 2015 in Dongguan, Guangdong province of China.  (Photo by Visual China Group via Getty Images/Visual China Group via Getty Images)
Fabiana Silva fará sua estreia em Olimpíadas em Tóquio (Visual China Group via Getty Images/Visual China Group via Getty Images)

Há mais de uma década, Fabiana Silva, apenas 1,55 m, se consolidou como uma das duas melhores jogadoras de badminton do Brasil, um dos esportes menos divulgados no nosso país. Participou de quatro edições dos Jogos Pan-Americanos de 2007 a 2019. Na carreira, segundo o site da Federação Internacional da modalidade, tem 312 vitórias entre torneios de simples e duplas. Só faltava o sonho olímpico, que finalmente será realizado em Tóquio.

E a vaga veio de forma dramática. No ranking mundial, ela é a 69ª colocada. Porém, na Olimpíada, há um limite de no máximo dois atletas por país e 39 vagas disponíveis pelo ranking olímpico. Fabiana fechou com a 36ª vaga.

Leia também:

Devido às restrições a atletas brasileiros participarem de competições em vários países, a carioca pouco competiu em 2021 e ficou na torcida para não ser superada: “Quando a pandemia veio eu estava dentro da lista de classificadas. Porém, quando o ranking olímpico foi reaberto em março e voltaram alguns torneios eu fiquei preocupada. O Pan-Americano de badminton seria a última competição e contaria bastante pontos para o ranking”, disse Fabiana. “Eu não participei devido às restrições de entrada de brasileiros na Guatemala. Mas não fui superada pelos bons resultados de 2019 e início de 2020 e a pontuação que fiz no Suíça Open em 2021”.

Fabiana Silva começou a jogar badminton aos 12 anos, o que não é comum na maioria dos esportes. A primeira competição foi um Pan-Americano juvenil. Desde a confirmação da vaga olímpica, ela intensificou os treinamentos. A atleta já teve Covid e também já foi vacinada. Seus patrocinadores são Chantal e Yonex, além da Bolsa Atleta.

O badminton estreou no torneio olímpico de 1992, mas o Brasil só conseguiu ter seus primeiros representantes em 2016, com Lohaynny Vicente e Ygor Coelho, que jogaram duas partidas cada e foram derrotados. No torneio olímpico, os atletas são divididos em grupos na primeira fase.

O grande objetivo de Fabiana em Tóquio será se tornar a primeira atleta brasileira na modalidade a vencer uma partida em Olimpíada. Ela sabe da dificuldade, mas está esperançosa: “Tudo depende do sorteio, mas a meta é vencer um jogo no grupo”.

Além de Fabiana, o Brasil terá Ygor Coelho no masculino, em sua segunda participação olímpica. Ygor já conseguiu vitórias em campeonatos mundiais e chegou a estar entre os 30 melhores do mundo. Fabiana acredita que a modalidade terá renovação para as próximas Olimpíadas: “Temos potenciais atletas com resultados expressivos em categorias de base .

Uma das inspirações de Fabiana é a espanhola Carolina Marin, atual campeã olímpica e que desistiu da Olimpíada após grave lesão no joelho. Marin teve uma atuação espetacular em 2016, se tornando a primeira não-asiática a vencer o torneio olímpico.

Com a ausência de Marin, Fabiana aponta como favoritas a vice-líder do ranking olímpico Tai Tzu Ying (Taipei), a japonesa campeã mundial de 2017 Nozomi Okuhara e a chinesa Chen Yu Fei, bronze nos 2 últimos mundiais.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos