F1: Wolff indica que deve seguir na chefia da Mercedes em 2021

Redação Motorsport.com
·3 minuto de leitura

Um dos principais mistérios sobre a temporada 2021 da Fórmula 1 parece estar próximo do fim: Toto Wolff deve seguir à frente da Mercedes por pelo menos mais um ano. E entre os motivos apresentados pelo dirigente, um chama a atenção: o fato dele ainda não ter encontrado um sucessor à altura.

Wolff assumiu o comando da Mercedes em 2013 e desde então, foi essencial na construção de um dos maiores domínios da história da F1, levando a equipe a conquistar todos os títulos disputados na era dos motores turbo híbrido, a partir de 2014. Até aqui já são sete títulos consecutivos de construtores, batendo o recorde da Ferrari, além do sétimo de pilotos podendo ser garantido neste fim de semana, na Turquia.

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Ele se encontra no último ano do contrato com a Mercedes e vinha negociando sua renovação mas, ao longo do ano, vinha falando sobre como o cargo já estava se tornando um fardo e que gostaria de passar mais tempo com a sua família. Por outro lado, sempre deixou claro que não deixaria a Mercedes, pretendendo assumir outro posto para treinar seu sucessor e sem ter a necessidade de ir a todas as corridas.

Em entrevista ao canal austríaco ORF, Wolff indicou que deve permanecer por mais um ano ou, pelo menos, "enquanto estiver curtindo".

"Quando chegar a hora certa, vou seguir em outra função. Como acionistas, precisamos pensar no que é melhor para a equipe. Não vejo agora como a minha hora de ir embora, porque ainda não encontramos ninguém a quem eu possa passar o bastão".

Essa nova declaração de Wolff contrasta com o que o chefe da Mercedes disse durante o GP da Emilia Romagna, em Ímola, ao afirmar que já havia um sucessor em mente. Mas ele afirmou que segue na busca.

"Estou ocupado procurando o melhor homem ou mulher para ocupar a vaga. Se tiver sucesso, posso assumir outra função. Sinto que ainda posso contribuir, mas quero pensar no futuro e como quero ver a estrutura da equipe".

"Acredito que ficarei por mais um ano e vou, de fato, seguir como chefe de equipe. Acho que os próximos dois anos podem criar uma situação interessante e, enquanto estiver curtindo, quero seguir fazendo isso".

"Mas é claro, posso acordar um dia assim como Niki fez há 40 anos em Montreal e decidir que não quero mais fazer isso".

Wolff ainda terminou a entrevista falando sobre como deve ser o processo de treinamento de seu substituto.

"Sei que terei de treinar lentamente meu substituto, e ele poderá trabalhar ao meu lado no próximo ano. Talvez no ano seguinte ele comande a equipe em paralelo e, depois disso, poderei assistir as corridas de casa".

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